"Das duas uma: ou o Muricy come o Souza, ou vice-versa" - torcedor anônimo
Claro que não chega a tanto, mas que o técnico Muricy Ramalho anda depositanto confiança demais no meia. No jogo de agora a pouco, além de aparecer pouco, protagonizou lances dignos de jogos universitários. Mais específicamente de times da Belas Artes (quem já foi a um JUCA sabe do que estou falando, ou não lembra).
Até que foi um bom primeiro tempo, do time como um todo, óbvio. O gol aconteceu cedo e as oportunidades continuaram sendo criadas. Mas, como vem acontecendo sempre, despediçadas.
A escalação com dois zagueiros e só um volante anda sobrecarregando Josué. Ok, Richarlyson é multi-tarefa e dá conta do recado na armação e no apoio à defesa. Mas ando com a impressão que é necessário garantir um pouco mais.
O ataque também tem problemas. Aloísio voltou a marcar, fez o passe para o gol de Richarlyson, jogou bem. Sim, um ataque pode jogar bem mesmo deixando a tarefa de marcar gols para outros setores do time. Mas isso não é o que Leandro anda fazendo. Marcel não teve tempo de mostar serviço quando entrou, no lugar de quem? Aloísio. Talvez a chegada de Dagoberto melhore a situação.
Essa parte é algo que deve incomodar a torcida profundamente. Ninguém duvida da competência de Muricy, mas ele anda escalando e substituindo mal. Quando Jorge Wagner estava à beira do campo e todos esperavam que tirasse Souza, sai Hugo. Que estava bem melhor que Souza (ok, isso não era tão difícil).
Triste é saber que Muricy "tem as costas bem grandes e ninguém manda ou sugere nada", nas palavras do próprio treinador. Dificilmente Muricy vai sacar Leandro em favor de Dagoberto (ou Marcel, ou Borges). Também não tira Souza para colocar Jorge Wagner (ou Lenílson, ou Fredson).
Agora o São Paulo vai pegar o Grêmio nas oitavas-de-final. Um brasileiro, como ano passado com o Palmeiras. Mas agora a decisão da vaga é fora de casa (o empate fez o São Paulo terminar como o segundo melhor segundo colocado, a liderança faria o São Paulo enfrentar alguém entre Cúcuta, Paraná e Defensor).
O Grêmio também tem problemas, não é mais o time do começo do ano, andou tropeçando. Tem também as finais do campeonato gaúcho para se preocupar. Mas seria bom que o São Paulo se garantisse no jogo de quarta-feira que vem no Morumbi.
Na minha opinião, a solução mais fácil é colocar Jorge Wagner no lugar de Souza, então ele e Richarlyson poderiam se revezar na ajuda a Josué. Ou então, com três zagueiros, ainda com Jorge Wagner no lugar de Souza, mas tendo que sacrificar, provavelmente, Hugo. E claro, Leandro fora, se possível, com Dagoberto no lugar.
quinta-feira, abril 26, 2007
sábado, abril 21, 2007
Correção
Devido às facilidades dadas pela CBF e federações, eu me confundi quando disse no post anterior quais seriam os representantes paulistas na Série C do Brasileiro.
Afirmei que eles seriam: Guarani (vindo da Série B), Ferroviária (campeã da Copa FPF 2006), Bragantino, Noroeste, Guaratinguetá e Rio Claro (melhores colocados no Paulista 2007).
No entanto, vencer a Copa FPF deu à Ferroviária uma vaga na Copa do Brasil, da qual já foi eliminada faz tempo.
Por isso, o correto é: Guarani, Bragantino (vice-campeão da Copa FPF 2006), Noroeste, Guaratinguetá, Rio Claro e Juventus (melhores colocados no Paulista 2007).
Esta constatação me deixou extremamente contente. A partir de julho o time da Mooca vai participar de pelo menos três jogos na Rua Javari, o que é ótimo. Estarei lá, espero.
Afirmei que eles seriam: Guarani (vindo da Série B), Ferroviária (campeã da Copa FPF 2006), Bragantino, Noroeste, Guaratinguetá e Rio Claro (melhores colocados no Paulista 2007).
No entanto, vencer a Copa FPF deu à Ferroviária uma vaga na Copa do Brasil, da qual já foi eliminada faz tempo.
Por isso, o correto é: Guarani, Bragantino (vice-campeão da Copa FPF 2006), Noroeste, Guaratinguetá, Rio Claro e Juventus (melhores colocados no Paulista 2007).
Esta constatação me deixou extremamente contente. A partir de julho o time da Mooca vai participar de pelo menos três jogos na Rua Javari, o que é ótimo. Estarei lá, espero.
quinta-feira, abril 19, 2007
Libertadores não terá bi-campeão em 2007
Flamengo e Paraná se classificaram no mesmo grupo. O Santos provavelmente vai terminar a primeira fase com 100% de aproveitamento. O São Paulo precisa de um empate na última rodada e o Grêmio depende de si mesmo para vencer no Olímpico e se classificar. O atual campeão Internacional foi o único dos seis times brasileiros que deu vexame e não se classificou para a segunda fase da Libertadores.
Logo depois do jogo Fernandão reclamou do calendário e de jogar quarta e domingo. Meu caro Fernandão. o Paraná jogou quinta e sábado, pô! Esse foi o maior absurdo das tabelas, mas ninguém deixou de disputar dois campeonatos. Nem por isso os participantes da Libertadores (exceto o Inter) ficou já na primeira fase dos estaduais.
O mesmo Fernandão disse que o ano para eles começou mais tarde e por isso demoraram a embalar. Será que ele não lembra quem era o adversário do Inter na final da Libertadores do ano passado? E que por acaso o São Paulo teve tão poucas férias e pré-temporada ano passado quanto o Inter esse ano? E que o São Paulo foi vice paulista, vice da Libertadores e campeão brasileiro?
O problema do Inter foi sentar em seu título de campeão mundial e esqueceu que a vida continua. Perdeu jogadores importantes como Rafael Sóbis, Tinga e Jorge Wagner, sim. Mas uma diretoria profissional teria substituído essas peças.
Agora, o Internacional é o atual campeão do mundo. Mas também não é, já que perdeu a chance de defender seu título precocemente. Ano que vem, pode tentar de novo. Mas antes tem que chegar bem no Brasileiro...
Logo depois do jogo Fernandão reclamou do calendário e de jogar quarta e domingo. Meu caro Fernandão. o Paraná jogou quinta e sábado, pô! Esse foi o maior absurdo das tabelas, mas ninguém deixou de disputar dois campeonatos. Nem por isso os participantes da Libertadores (exceto o Inter) ficou já na primeira fase dos estaduais.
O mesmo Fernandão disse que o ano para eles começou mais tarde e por isso demoraram a embalar. Será que ele não lembra quem era o adversário do Inter na final da Libertadores do ano passado? E que por acaso o São Paulo teve tão poucas férias e pré-temporada ano passado quanto o Inter esse ano? E que o São Paulo foi vice paulista, vice da Libertadores e campeão brasileiro?
O problema do Inter foi sentar em seu título de campeão mundial e esqueceu que a vida continua. Perdeu jogadores importantes como Rafael Sóbis, Tinga e Jorge Wagner, sim. Mas uma diretoria profissional teria substituído essas peças.
Agora, o Internacional é o atual campeão do mundo. Mas também não é, já que perdeu a chance de defender seu título precocemente. Ano que vem, pode tentar de novo. Mas antes tem que chegar bem no Brasileiro...
segunda-feira, abril 16, 2007
O novo futuro ex-técnico do Corinthians
Abel Braga e o Internacional devem ter ficado aliviados. Renato Gaúcho ainda deve estar esperando a ligação do Dualib ou de alguém desse tipo. Até quinta-feira à noite ninguém cogitava o nome dele:
Paulo César Carpegiani.
O que vai acontecer? Eu aposto que não dá em nada. Explico: não era o nome consensual na diretoria e Carpegiani não é lá um cara muito fácil de lidar. Daí, como sempre acontece no Corinthians, na primeira seqüencia de duas derrotas vão falar em crise e a diretoria vai fritá-lo.
E então, Carpegiani terá se arrependido de sair de seu "exílio" no Paraguai.
Paulo César Carpegiani.
O que vai acontecer? Eu aposto que não dá em nada. Explico: não era o nome consensual na diretoria e Carpegiani não é lá um cara muito fácil de lidar. Daí, como sempre acontece no Corinthians, na primeira seqüencia de duas derrotas vão falar em crise e a diretoria vai fritá-lo.
E então, Carpegiani terá se arrependido de sair de seu "exílio" no Paraguai.
quinta-feira, abril 12, 2007
Pelo fim dos estaduais, ou quase isso (2)
Comentário adicional: vendo televisão hoje, um comentarista disse que o Campeonato Paulista precisa encolher.
Mas não dá. Como encolher um campeonato que em condições normais - isto é, todos os times disputando séries A e B nacionais estivessem na primeira divisão do estadual - os quatro classificados para a série C são aqueles que não caíram para a segunda divisão?
Hipotéticamente, vamos imaginar a situação ridícula:
Pode até piorar. Vamos supor que o número de equipes diminuísse para 16. O Paulista da A-2 valeria, ao mesmo tempo, vagas para a série A-1 (em São Paulo) e vagas para a série C (no Brasileiro).
O ideal, como eu disse no outro texto, seria que os estaduais fossem disputados durante o ano todo. O problema é que não é em todos os lugares que há times o suficiente para acontecer isso, nem em pontos corridos de quatro turnos.
No ceará, por exemplo, a primeira divisão tem apenas 10 times. Estados com projeção até maior no futebol, como Minas Gerais e Rio de Janeiro, têm apenas 12. Paraná e Rio Grande do Sul têm campeonatos até que em certo ponto inchados, com 16 e 18 times respectivamente.
Mas. em compensação, nenhum desses estados têm problemas de classificação para a série C. Em compensação, não é coerente retirar os grandes paulistas do estadual e deixar os outros estados como é agora. Algumas medidas precisam ser tomadas para melhorar a qualidade de nossos campeonatos. Apenas encolher o Paulista, com certeza não é.
Mas não dá. Como encolher um campeonato que em condições normais - isto é, todos os times disputando séries A e B nacionais estivessem na primeira divisão do estadual - os quatro classificados para a série C são aqueles que não caíram para a segunda divisão?
Hipotéticamente, vamos imaginar a situação ridícula:
- Guarani e Portuguesa voltam para a série A-1 do Paulista em 2008;
- Todos os times paulistas da série B pelo não caiam; e
- Dois dos seis times do estado na série C (Guarani [rebaixado da série B em 2006], Ferroviária [campeã da Copa FPF, atualmente na série A-3], Bragantino, Noroeste, Guaratinguetá e Rio Claro [classificados pelo Paulistão, os dois últimos, recém-promovidos à série A-1] subam para a série B
Pode até piorar. Vamos supor que o número de equipes diminuísse para 16. O Paulista da A-2 valeria, ao mesmo tempo, vagas para a série A-1 (em São Paulo) e vagas para a série C (no Brasileiro).
O ideal, como eu disse no outro texto, seria que os estaduais fossem disputados durante o ano todo. O problema é que não é em todos os lugares que há times o suficiente para acontecer isso, nem em pontos corridos de quatro turnos.
No ceará, por exemplo, a primeira divisão tem apenas 10 times. Estados com projeção até maior no futebol, como Minas Gerais e Rio de Janeiro, têm apenas 12. Paraná e Rio Grande do Sul têm campeonatos até que em certo ponto inchados, com 16 e 18 times respectivamente.
Mas. em compensação, nenhum desses estados têm problemas de classificação para a série C. Em compensação, não é coerente retirar os grandes paulistas do estadual e deixar os outros estados como é agora. Algumas medidas precisam ser tomadas para melhorar a qualidade de nossos campeonatos. Apenas encolher o Paulista, com certeza não é.
terça-feira, abril 10, 2007
Pelo fim dos estaduais, ou quase isso
Os campeonatos estaduais estão chegando ao fim. Alguns já foram decididos (como o pernambucano), outros estão na fase mata-mata enquanto outros ainda vão durar algum tempo. O Brasileiro está quase chegando. É aí eu pergunto: estaduais para que?
Ao contrário de muita gente que acha que os campeonatos estaduais não podem acabar, eu acho que são inúteis. Há quem diga que os clássicos regionais são necessários, eu acho que há como resolver sem os estaduais.
Finalmente o calendário do futebol brasileiro tomou um pouco de forma, como os europeus já têm há várias décadas. Enquanto isso não acontecia, os estaduais faziam sentido, porque não ficavam espremidos em pouco mais de três meses. Mas aí o campeonato nacional recebeu a devida importância.
Depois disso, as séries B e C também se estruturaram e, graças à situação econômica do Brasil, é o melhor que podemos ter. É por isso que os times disputando as séries A e B não precisam mais disputar estaduais. E os estaduais deveriam servir apenas de acesso à série C. Não é um absurdo que no Paulista os times que não se classificam para a série C sejam os rebaixados?
Muita coisa pode ser feita com o tempo economizado com os estaduais. Basicamente, haveria mais tempo para esticar férias, pré-temporada e os campeonatos. Aliás, tudo deveria funcionar durante o ano inteiro: Brasileiro das três divisões, Copa do Brasil, estaduais (independente do tamanho do futebol em cada estado).
Assim, quem sabe, nosso futebol não veria seus grandes times do passado afundarem cada vez mais. São Paulo não teria Guarani, Portuguesa e Santo André na segunda divisão, nem Minas o América. Também não teríamos emergentes como Barueri e São Caetano, que disputavam Brasileiros antes de chegar na A-1
Ainda teríamos os problemas com os campeonatos sul-americanos, porque é claro que a Conmebol não faria a disputa de Libertadores e Copa Sul-Americana ao mesmo tempo e durante o ano todo. Mas a CBF e federações também não vão acabar com os estaduais. Então não há com o que se preocupar.
Ah, faltou explicar o que fazer com os clássicos. Pré-temporada existe para isso, e que pré-temporada os times fariam! São Paulo? Quadrangular com os quatro grandes. Rio? Igual. Minas? Triangular com os times de BH e um convidado. Paraná? Também. Rio Grande do Sul? Gre-Nal, Juve-Nal e por aí vai. Alguém duvida que seria interessante?
Ao contrário de muita gente que acha que os campeonatos estaduais não podem acabar, eu acho que são inúteis. Há quem diga que os clássicos regionais são necessários, eu acho que há como resolver sem os estaduais.
Finalmente o calendário do futebol brasileiro tomou um pouco de forma, como os europeus já têm há várias décadas. Enquanto isso não acontecia, os estaduais faziam sentido, porque não ficavam espremidos em pouco mais de três meses. Mas aí o campeonato nacional recebeu a devida importância.
Depois disso, as séries B e C também se estruturaram e, graças à situação econômica do Brasil, é o melhor que podemos ter. É por isso que os times disputando as séries A e B não precisam mais disputar estaduais. E os estaduais deveriam servir apenas de acesso à série C. Não é um absurdo que no Paulista os times que não se classificam para a série C sejam os rebaixados?
Muita coisa pode ser feita com o tempo economizado com os estaduais. Basicamente, haveria mais tempo para esticar férias, pré-temporada e os campeonatos. Aliás, tudo deveria funcionar durante o ano inteiro: Brasileiro das três divisões, Copa do Brasil, estaduais (independente do tamanho do futebol em cada estado).
Assim, quem sabe, nosso futebol não veria seus grandes times do passado afundarem cada vez mais. São Paulo não teria Guarani, Portuguesa e Santo André na segunda divisão, nem Minas o América. Também não teríamos emergentes como Barueri e São Caetano, que disputavam Brasileiros antes de chegar na A-1
Ainda teríamos os problemas com os campeonatos sul-americanos, porque é claro que a Conmebol não faria a disputa de Libertadores e Copa Sul-Americana ao mesmo tempo e durante o ano todo. Mas a CBF e federações também não vão acabar com os estaduais. Então não há com o que se preocupar.
Ah, faltou explicar o que fazer com os clássicos. Pré-temporada existe para isso, e que pré-temporada os times fariam! São Paulo? Quadrangular com os quatro grandes. Rio? Igual. Minas? Triangular com os times de BH e um convidado. Paraná? Também. Rio Grande do Sul? Gre-Nal, Juve-Nal e por aí vai. Alguém duvida que seria interessante?
terça-feira, março 20, 2007
Mundial de F1 - 1ª etapa - GP da Austrália
Depois de 16 temporadas com a presença de Michael Schumacher, a temporada 2007 não conta com seu maior piloto de todos os tempos.
Nos últimos dois anos, não foi campeão, mas ameaçou o espanhol Fernando Alonso, que se sagrou o piloto mais jovem a conquistar o mundial.
Na dança dos cockpits, quem mais se deu mal, foi a bi-campeão de construtures Renault, que perdeu Alonso e não o repôs, ficando com Giancarlo Fisichella e Reikki Kovalainen. Quem ficou com o piloto foi a McLaren, que não teve bons resultados nos anos anteriores. Para a segunda vaga da equipe, que em 2006 foi de Juan Pablo Montoya (que transferiu-se para a Nascar) e Pedro de la Rosa (o piloto de testes), o campeão da GP2 Lewis Hamilton, que tornou-se o primeiro negro a disputar uma profa de F-1.
Kimi Raikkonen, ex-McLaren, foi para a Ferrari, substituir ninguém menos que Schumacher. E na Ferrari ficou Felipe Massa, que fez uma boa temporada e vai disputar com o finlandês a condição de primeiro piloto da scuderia italiana.
Na pré-temporada, Felipe Massa dominou, criando boas espectativas para os fãs brasileiros desde os tempos de Ayrton Senna. Mas aí deu tudo errado no sábado.
Na sexta-feira, Massa fez o melhor tempo. No sábado, na primeira parte do treino, ficou em segundo. Na segunda parte, o câmbio de seu carro quebrou, Massa ficou sem a 7ª marcha e nem completou a volta, ficando em 16º no grid. Então a Ferrari decidiu trocar o motor e, com isso, o brasileiro foi para o final da classificação, largando em 22º.
Na largada, Raikkonen manteve a ponta, Hamilton pulou para 2º, na frente de Alonso e Nick Heidfeld caiu para quarto. Nas primeiras voltas, Massa chegou a 16º, atrás de Rubens Barrichelo, e lá ficou por mais ou menos dez voltas. Isso porque na frente de Rubinho estava seu companheiro de equipe Jenson Button, andando mal, mas a Honda não permitia a ultrapassagem. Quando permitiu, Massa passou Button com facilidade.
Raikkonen ficou na liderança até o final, Alonso e Hamilton trocaram posições em uma troca de pneus e assim completaram o pódio. Duas marcas foram batidas: fazia décadas que um estreante terminava a corrida no pódio e; a soma da idade dos pilotos no pódio foi a menor de todos os tempos.
Massa fez uma ótima corrida e só não terminou melhor por causa da demora da Honda e de sua própria cautela no começo da corrida. Trocou pneus apenas uma vez e terminou em sexto. À sua frente, Fisichella, que chegava melhor ano passado puxado por Alonso e a obrigação de vencer o mundial de construtores. Mas também não foi tão mal assim.
Pior foi Kovalainen, que errou sozinho duas vezes e quase saiu da corrida, que terminou sem pontuar. Recebeu críticas de Flavio Briatore, diretor da Renault, o que pode adiantar sua substituição por Nelsinho Piquet.
Nos últimos dois anos, não foi campeão, mas ameaçou o espanhol Fernando Alonso, que se sagrou o piloto mais jovem a conquistar o mundial.
Na dança dos cockpits, quem mais se deu mal, foi a bi-campeão de construtures Renault, que perdeu Alonso e não o repôs, ficando com Giancarlo Fisichella e Reikki Kovalainen. Quem ficou com o piloto foi a McLaren, que não teve bons resultados nos anos anteriores. Para a segunda vaga da equipe, que em 2006 foi de Juan Pablo Montoya (que transferiu-se para a Nascar) e Pedro de la Rosa (o piloto de testes), o campeão da GP2 Lewis Hamilton, que tornou-se o primeiro negro a disputar uma profa de F-1.
Kimi Raikkonen, ex-McLaren, foi para a Ferrari, substituir ninguém menos que Schumacher. E na Ferrari ficou Felipe Massa, que fez uma boa temporada e vai disputar com o finlandês a condição de primeiro piloto da scuderia italiana.
Na pré-temporada, Felipe Massa dominou, criando boas espectativas para os fãs brasileiros desde os tempos de Ayrton Senna. Mas aí deu tudo errado no sábado.
Na sexta-feira, Massa fez o melhor tempo. No sábado, na primeira parte do treino, ficou em segundo. Na segunda parte, o câmbio de seu carro quebrou, Massa ficou sem a 7ª marcha e nem completou a volta, ficando em 16º no grid. Então a Ferrari decidiu trocar o motor e, com isso, o brasileiro foi para o final da classificação, largando em 22º.
Na largada, Raikkonen manteve a ponta, Hamilton pulou para 2º, na frente de Alonso e Nick Heidfeld caiu para quarto. Nas primeiras voltas, Massa chegou a 16º, atrás de Rubens Barrichelo, e lá ficou por mais ou menos dez voltas. Isso porque na frente de Rubinho estava seu companheiro de equipe Jenson Button, andando mal, mas a Honda não permitia a ultrapassagem. Quando permitiu, Massa passou Button com facilidade.
Raikkonen ficou na liderança até o final, Alonso e Hamilton trocaram posições em uma troca de pneus e assim completaram o pódio. Duas marcas foram batidas: fazia décadas que um estreante terminava a corrida no pódio e; a soma da idade dos pilotos no pódio foi a menor de todos os tempos.
Massa fez uma ótima corrida e só não terminou melhor por causa da demora da Honda e de sua própria cautela no começo da corrida. Trocou pneus apenas uma vez e terminou em sexto. À sua frente, Fisichella, que chegava melhor ano passado puxado por Alonso e a obrigação de vencer o mundial de construtores. Mas também não foi tão mal assim.
Pior foi Kovalainen, que errou sozinho duas vezes e quase saiu da corrida, que terminou sem pontuar. Recebeu críticas de Flavio Briatore, diretor da Renault, o que pode adiantar sua substituição por Nelsinho Piquet.
terça-feira, março 13, 2007
Uefa Champions League - quartas-de-final
Como eu disse, a UEFA faria o sorteio dos confrontos das quartas sexta-feira passada. Poderiam haver confrontos entre times do mesmo país, mas para sorte de ingleses e italianos, isso não aconteceu. A partir de agora, não haverá mais sorteios, as chaves já estão definidas. Atrasei, mas aqui vão os palpites:
- Jogo 1 - Milan x Bayern (3 e 11/04) - O Milan capenga no italiano e o Bayern capenga no alemão. O Milan só passou porque enfrentou o Celtic que domina a Escócia mas capenga na Europa e o Bayern porque o Real capenga tanto quanto ele na Espanha. Acho que apesar de jogar feio, o Milan ainda tem mais jogadores capazes de decidir uma partida, mas a decisão será em Munique. Muitos fatores de equilíbrio, vou chutar uns 50,1% pro Milan e 49,9% pro Bayern;
- Jogo 2 - PSV x Liverpool (3 e 11/04) - Grandes são os mistérios do poder randômico! Os dois times que elimiram os atuais campeão e vice da temporada passada se enfrentam nessas quartas. Por isso mesmo, é mais um confronto de difícil previsibilidade. Mesmo pensando em posições nos nacionais, ser líder na Holanda e terceiro na Inglaterra é mais ou menos equivalente. O grande problema do PSV foi ter perdido o zagueiro Alex, por contusão, até o fim da temporada. Por isso, uns 55% pro Liverpool, 45% pro PSV;
- Jogo 3 - Roma x Manchester United (4 e 10/04) - Detesto admitir, mas aqui o United leva boa vantagem. Mais uma brincadeirinha do poder randômico, ambos adversários eliminaram adversários franceses. A vida dos ingleses (eliminar o Lille) nas oitavas foi mais fácil que a dos italianos (eliminar o Lyon). Vou chutar uns 60% pro Manchester e 40% para a Roma;
- Jogo 4 - Chelsea x Valencia (4 e 10/04) - Mais uma vez a vantagem é clara para o inglês da peleja. O aproveitamento de pontos na temporada é maior no Chelsea, mas a chance de vencer o nacional do Valencia é maior, o que pode ser um incentivo. Acho que a probabilidade repete, 60% Chelsea e 40% Valencia.
- Vencedor Jogo 1 x Vencedor Jogo 3
- Vencedor Jogo 2 x Vencedor Jogo 4
quarta-feira, março 07, 2007
Uefa Champions League - oitavas-de-final - jogos de volta
Saíram os oito classificados para as quartas-de-finais da Liga dos Campeões. Sexta-feira será feito o sorteio dos confrontos da próxima fase.
06/03/2006
06/03/2006
- Roma 2 x 0 Lyon (agg 2 x 0) - depois de empatar em casa, a Roma jogou todo o favoritismo para o Lyon. E jogou muito bem para vencer fora. O time francês, mais uma vez naufragou na Europa enquanto vai muito bem nos torneios domésticos (mas não com tanta sobra quanto nos anos anteriores). Destaque para Doni, que pegou bem e Mancini que fez um golaço. Já Fred deu uma cotovelada em Chivu, quebrando o nariz do romeno. Nem levou amarelo. E por meio de assessoria de imprensa, deu desculpas esfarrapadas, como: "Não vi o zagueiro, nunca fui violento, não foi o cotovelo mas foi o braço, eu que costumo ser caçado em campo". O que vocês acham?
- Liverpool (gols fora) 0 x 1 Barcelona (agg 2 x 2) - caiu o atual campeão, para o campeão anterior;
- Chelsea 2 x 1 Porto (agg 3 x 2) - deu a lógica, mas não foi fácil;
- Valencia (gols fora) 0 x 0 Internazionale (agg 2 x 0) - mais uma vez o time que domina o futebol local, caiu. Mais um confronto em que a violência apareceu. Nesse caso, o pau comeu;
- Milan (prorrogação) 1 x 0 Celtic (agg 1 x 0) - o Milan não vai bem. Só passou por que o Celtic é o time que domina o futebol local e não vai bem na Europa. Isso acontece bastante, né?;
- Arsenal 1 x 1 PSV (agg 1 x 2) - caiu o atual vice-campeão. Pelo menos o PSV mostra na Europa a mesma força que tem na Holanda, onde tem oito pontos a mais que o AZ Alkmaar, o vice-líder. O destaque da partida foi o zagueiro Alex, que durante a partida, não deixou os atacantes ingleses sossegados. Aos 13 minutos do segundo tempo, quase jogou a classificação de seu time por água abaixo ao marcar um gol contra. Depois, aos 38 minutos, marcou o gol de empate e se tornou o herói;
- Manchester United 1 x 0 Lille (agg 2 x 0) - apesar dos placares baixos, o United não teve problemas em eliminar o Lille, tornando-se um dos maiores favoritos ao título, como também deve ganhar na Inglaterra;
- Bayern (gols fora) 2 x 1 Real Madrid (agg 4 x 4) - sem dúvida o confronto mais emocionante desta fase. No primeiro jogo, o Real vencia por 3 x 0 e o Bayern buscou. Hoje, o Bayern vencia por 2 x 0 e o Real encostou e sufocou no final. Destaque para o gol de Roy Makaay, aos 10 segundos, o mais rápido da história da UCL. Grande parte da culpa, do nosso velho conhecido lateral-esquerdo, que desta vez não estava arrumando a meia e deixou Thierry Henry sozinho, mas perdeu uma bola por falta de atenção na saída do time espanhol.
domingo, março 04, 2007
Brincando de vidente
O jogo entre Palmeiras e Corinthians ainda nem acabou quando começo a escrever essas linhas. Agora, Palmeiras 2 a 0, 33'54 do segundo tempo.
Há poucos minutos, Nilmar torceu sozinho o joelho enquanto corria. Saiu na maca, imiediatamente entrou no gelo. A torção foi feia, e não há como não lembrar da lesão anterior, no outro joelho, que deixou o jogador fora dos campos por mais de seis meses.
Ainda não há como saber se a lesão é séria, mas vamos supor que seja. Provavelmente o Corinthians vai dar para trás... Agora, 37'10, Palmeiras 3 a 0. Mas, o Corinthians vai dar para trás no acordo feito com o Lyon, não vai, novamente, honrar seu compromisso financeiro.
Nilmar, que só voltou a jogar no Corinthians porque a janela de transferências ia se fechar e ele não queria ficar parado. Mas agora provavelmente vai se sentir preterido pelo clube, um simples objeto.
Assim que souber do diagnóstico de sua lesão e perceber essa movimentação de que falei na direção do clube, obviamente vai convocar uma entrevista coletiva. Vai anunciar que não joga mais pelo Corinthians, vai virar as costas para o clube e com toda a razão. Se eu tenho razão, o tempo (poucos dias) dirá.
Agora, 43'36 do segundo tempo.
Há poucos minutos, Nilmar torceu sozinho o joelho enquanto corria. Saiu na maca, imiediatamente entrou no gelo. A torção foi feia, e não há como não lembrar da lesão anterior, no outro joelho, que deixou o jogador fora dos campos por mais de seis meses.
Ainda não há como saber se a lesão é séria, mas vamos supor que seja. Provavelmente o Corinthians vai dar para trás... Agora, 37'10, Palmeiras 3 a 0. Mas, o Corinthians vai dar para trás no acordo feito com o Lyon, não vai, novamente, honrar seu compromisso financeiro.
Nilmar, que só voltou a jogar no Corinthians porque a janela de transferências ia se fechar e ele não queria ficar parado. Mas agora provavelmente vai se sentir preterido pelo clube, um simples objeto.
Assim que souber do diagnóstico de sua lesão e perceber essa movimentação de que falei na direção do clube, obviamente vai convocar uma entrevista coletiva. Vai anunciar que não joga mais pelo Corinthians, vai virar as costas para o clube e com toda a razão. Se eu tenho razão, o tempo (poucos dias) dirá.
Agora, 43'36 do segundo tempo.
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