Achei que o Rio de Janeiro não conseguiria ser tão incompetente quanto a República Dominicana ao organizar um Panamericano.
A revista Carta Capital fez uma grande matéria sobre isso semana passada. Nela, foram dados exemplos de Panamericanos e Olimpíadas bem e mal-sucedidas. Na lista de fracassos, Santo Domingo e Atenas. Segundo a publicação, boa parte da infra-estrutura construída em Atenas foi provisória, o que não ajudou a melhorar a cidade.
Em Santo Domingo, aconteceu o que vem acontecendo no Rio: obras atrasadas, gastos maiores do que o esperado, competições sem público (o que levou a organização a abrir os portões em algumas delas). Na outra ponta o Pan de Winnipeg e as Olimpíadas de Sydney e Barcelona.
A Vila Olímpica de Barcelona, por exemplo, foi construída em uma antiga e degrada zona portuária. Com isso, a região se tornou um bom bairro de classe média.
Agora o Rio. São quase diárias as notícias de novas verbas para as obras de ginásios e estádios. Pior, em favor de um evento de 15 dias, destruíram o autódromo de Jacarepaguá e queriam destruir a Marina da Glória. Quando não tem que destruir nada, é longe de tudo, como o Estádio Olímpico do Engenho de Dentro. Não é uma distância muito grande, nem do centro, nem da Vila Panamericana. Mas em momento algum ouvi falar em metrô até lá.
Nem até a Barra da Tijuca, onde fica a Vila Pan e vários outros locais de competição. Aliás, para que construir mais um condomínio para a classe média do Rio de Janeiro, num dos bairros mais valorizados da cidade.
Ingressos para as competições também prometem ser difíceis. A empresa que venceu a licitação (sim, impressionante, mas houve licitação) foi a empresa que organizou o show do U2 no início de 2006. Quem tentou, ou não, ir ao show lembra do transtorno para comprar ingressos. Supermercados em toda a cidade ficaram lotados, com filas que davam voltas no quarteirão e duraram mais de um dia inteiro. E depois a empresa ainda inventou que para a venda do segundo dia de show, haveria um cadastro prévio via telefone.
O mais recente dos problemas com o Pan fica por conta da concorrência pelo sistema de comunicações. A licitação foi aberta, mas a empresa que ofereceu o melhor preço não venceu. A organização, entre as concorrentes, escolheu uma preferida. Pagando um valor 40% maior que a perdedora.
Também há dúvida sobre o que será feito dos locais de competição construídos. Provavelmente, vão ficar abandonados.
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2 comentários:
Mas como vc escreve merda, hein ?
Sorte que ninguém lê ou comenta estas porcarias.
Sobre o Pan do Rio.
Ele terminou como sendo o maior Panamericano de todos os tempos. E com seus 5500 atletas foi também o maior que todas as olimpíadas anteriores a de 1972 em Berlim.
Fora isso ainda aconteceu pela primeria vez o Para-Pan para atletas deficientes e este foi quatro vezes maior que o segundo colocado.
Os estádios e ginásios estão bem obrigado. São as praçlas esportivas mais modernas do BRasil e o metrô não fez falta alguma, pois o transporte foi um sucesso.
O mesmo sucesso o Rio repetirá em 2014 quando promover o jogo inicial e a final da Copa do Mundo de 2014.
Afinal de contas o Maracanã ainda é disparado o maior estádio do BRasil e com traporte na porta. Podemos ir de metrô e de trem para o estádio e sair da plataforma direto para o estádio sem precisar atravessar se quer uma rua.
Adeus.
Calma amigo, não leve para o lado pessoal, nada contra o Rio. Fosse onde fosse o Pan, em qquer lugar do Brasil, o problema seria o mesmo: COB e governos nas três instâncias.
E sobre fiascos, posso elencar dois que me lembro de bate-e-pronto: beisebol na cidade do rock e a destruição do autódromo (sem questionar a qualidade das arenas construidas ali, mas elas poderiam ficar em outro lugar).
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