terça-feira, julho 27, 2004

Talvez não esteja tão longe

Fui surpreendido por duas vezes e parece que eu não estou tão enganado quanto as minhas opiniões em relação à nova organização dos campeonatos continentais. Na verdade fui surpreendido duas vezes na mesma notícia, que até pareciam duas.
A notícia da Reuters, que li no site da Copa do Mundo/ Yahoo! afirmava que a Austrália, em carta ao presidente da Conmebol, Nicolas Leoz, havia pedido uma das vagas para a próxima Copa América, que será disputada em 2007, na Venezuela.
O chefe-executivo (isso mesmo, não é um presidente) da Associação Australiana de Futebol, John O’Neill, afirmou que não havia feito o pedido e que, se alguma carta foi enviada, não foi com o consentimento da entidade.
Além disso, O’Neill esteve na China, onde assistiu a partida de abertura da Copa da Ásia. Afirmou que faz muito mais sentido se aproximar dos vizinhos mais próximos do que da América do Sul.
Leoz, por sua vez, não acenou com resposta alguma, positiva ou negativa. Afirmou sim, que pretende aumentar a Copa América, talvez um torneio único com a Concacaf. Em contrapartida, acha difícil conciliar 40 seleções de uma confederação com as dez da outra.
O negócio é que todo dirigente das bandas daqui parecem ter a mesma cabecinha. Leoz acha que seria necessário um torneio classificatório entre as seleções do Caribe. Por que não todos no mesmo balde?
Cara, só penso nisso, acho que estou ficando bitolado.

Quem faltava na festa

Acabo de encontrar a maior das aberrações entre campeonatos continentais. Acreditem ou não, a Copa das Nações Africanas acontece de dois em dois anos. Este ano já aconteceu, entre 24 de janeiro e 14 de fevereiro, foi na Tunísia, os donos da casa venceram.
O mais impressionante: tem até torneio classificatório para as finais do campeonato. Sempre disputada em anos ímpares, quando a Copa das Nações coincide com a Copa do Mundo, o torneio classificatório serve para as duas competições.
Estranho mas fácil de consertar, basta eliminar a edição que acontece no ano da Copa do Mundo.

segunda-feira, julho 26, 2004

Mais idéias absurdas

Mais uma idéia em relação à organização – melhor, reestruturação – do futebol mundial. Uma vez escrevi aqui que campeonatos continentais como a Copa América vem perdendo o interesse das seleções e dei algumas sugestões que eu não estarei vivo para ver funcionando.
Na verdade era uma cópia do sistema utilizado na Europa, onde acaba a Copa do Mundo e começam as eliminatórias da Eurocopa. Acaba a Eurocopa e começam as eliminatórias da Copa do Mundo. Por isso, o torneio europeu não perde o interesse. A Ásia já faz isso.
Duas confederações continentais sofrem mais com esse problema. A Oceania não tem seleções de expressão e sua Copa das Nações vale como eliminatória da Copa do Mundo e também a Copa das Confederações. A América do Sul tem duas das principais seleções do mundo, mas uma confederação com apenas dez países.
Unificação é a sugestão. Oceania se junta à Ásia. Conmebol (América do Sul) à Concacaf (América do Norte, Central e Caribe). Depois disso, é só seguir o calendário europeu, não necessariamente a parte em que o ano do futebol vai de agosto a maio, só o biênio Copa do Mundo/ campeonato continental.
Provavelmente os campeonatos já seriam mais interessantes só por isso, mas dá para ficar ainda melhor. A Copa das Confederações é considerada mais uma aberração do calendário da Fifa, um torneio que não vale nada e atrapalha os clubes.
Hoje, disputam o campeonato os seis campeões continentais, o campeão da Copa do Mundo e o país-sede. No mundo ideal a disputa encolheria, para apenas os quatro campeões continentais. Não haveria país sede e o quadrangular em turno e returno valeria uma vaga para a Copa do Mundo.
Cara, eu deveria ser presidente da Fifa.

domingo, julho 25, 2004

Copa América – Brasil 2 x 2 Argentina (pênaltis 4 x 2) – final

Foi um jogo difícil, como todos esperavam. No mesmo sentido de Brasil e Uruguai, esse foi o melhor jogo da Copa América.
A Argentina começou melhor no jogo, como o Uruguai, mas não deu o mesmo sufoco inicial no Brasil. A seleção brasileira, por sua vez, também criava oportunidades. Então aos 20 minutos, em uma das batidas de cabeça da defesa brasileira Luisão derrubou Lucho Gonzalez na área. Kily Gonzalez bateu e marcou.
O Brasil reagiu mas não muito. No último lance do primeiro tempo o Brasil empatou. Alex cobrou falta da esquerda e Luisão marcou de cabeça para se redimir.
O segundo tempo foi morno, com a Argentina dominando a bola a maior parte do tempo, mas criando poucas oportunidades como o Brasil.
Aos 42 minutos, os argentinos marcaram após erro de Renato, com Delgado. O título parecia perdido, os argentinos tentavam parar o jogo a todo o momento e até mesmo comemoravam por antecipação.
Então, novamente no último minuto, Diego lança da intermediária, Luis Fabiano não consegue dominar e a bola sobra para Adriano e domina e chuta para o fundo do gol.
O jogo termina, há alguma confusão, a disputa atrasa.
Quando começa, D’Alessandro chuta e Julio César defende. Adriano marca. Heize chuta o segundo pênalti argentino para fora. Edu, que jogou mal a Copa América inteira, marcou. Kily Gonzalez repete o feito do tempo normal e marca. Diego também. Sorín marca. Juan marca o gol do título.
O Brasil teve muitas dificuldades durante o jogo. A principal delas foi não poder fazer alterações táticas, pois as três substituições foram em virtude de contusão. Primeiro, Diego no lugar de Kleberson, depois Felipe no lugar de Alex e por último Cris no lugar de Luisão. Na verdade, neste momento quem sairia era Juan, também sentindo contusão, e ainda antes a alteração seria Julio Baptista no lugar de Edu, cansado.
O caso de Luisão foi o mais preocupante, pois em disputa aérea com Ayala, tomou uma cabeçada perto da nuca e precisou ser atendido. Continuou em campo, mas tonto, e minutos depois saiu, de maca, direto para a ambulância do estádio. Segundo informou um dos repórteres da Globo, estava tudo bem com o zagueiro.

Copa América – Uruguai 2 x 1 Colômbia – disputa de terceiro lugar

Parece que a derrota para a Argentina, a perda da invencibilidade e da vaga na final abalou mesmo os jogadores da Colômbia. Pouca gente lembra, mas eles estavam defendendo o título do torneio. Na verdade não ouvi ninguém falar isso.

sexta-feira, julho 23, 2004

Por que Rivaldo foi para a Grécia?

Eu gostaria de saber quem o Rivaldo está tentando enganar dizendo que foi jogar na Grécia por causa do título europeu e da presença de Amoroso.
Acho que muitos se lembram do que aconteceu no começo do ano. Para quem não lembra, revival.
Rivaldo e São Paulo chegaram a conversar sobre uma possível transferência. Na época a contratação não foi possível porque o São Paulo não conseguiu fechar contrato de patrocínio com a Siemens Mobile.
Isso porque a LG não abriu mão da clausula de preferência na renovação de patrocínio, caso cobrisse outra oferta. Venceu na justiça a queda de braço com Marcelo Portugal Gouveia, que queria cortar os vínculos da diretoria anterior.
Dias depois do São Paulo perder a contratação do meia, Rivaldo acertou com o Cruzeiro, que havia fechado o partocínio com a Siemens. O negócio só não deu certo porque Vanderlei Luxemburgo saiu do comando do time.
Rivaldo passou meses sem jogar e com o início das contratações na Europa, fechou com o Olympiakos. E os motivos apresentados por Rivaldo para escolher o futebol grego foram aqueles do primeiro parágrafo.
Minha dúvida veio a o ver as imagens da apresentação do jogador em Atenas. Então o jogador aparece com a camisa listrada em vermelho e branco do time patrocinado por quem? Siemens Mobile. Fica a pergunta.

O talento e a competência

Está sendo disputada há seis dias, na China, a Copa da Ásia, torneio continental equivalente a Eurocopa ou a Copa América. As emissoras brasileiras estão cobrindo, mas com um certo ar de “e daí”.
Realmente, colocando na balança as 16 seleções que disputam a Copa da Ásia, as 12 da Copa América seriam melhores. Mas a organização do campeonato também conta. Provavelmente as seleções de lá estão levando a competição mais a sério.
A forma de disputa é igual a da Eurocopa, ou seja, mais difícil de se classificar para as quartas-de-final. Para chegar à Copa da Ásia, 14 seleções superaram outras 27. Duas seleções garantiram vaga automaticamente, a China por sediar e o Japão por ser o atual campeão.
Agora não vou relatar ou discutir resultados, mas a organização que citei ali no começo. A AFC (Federação Asiática de Futebol) já adotou todos os moldes da UEFA. Ainda não chegou ao nível de separar completamente as competições bienais, pois as eliminatórias para a Copa do Mundo já começaram na Ásia. Mas sem dúvida, está à frente da Conmebol.
Isso é visível nas competições interclubes da AFC. O calendário não funciona de agosto a maio, mas a Copa dos Campeões da Ásia começou em fevereiro e só termina em dezembro, diferente da Taça Libertadores da América, disputada apenas no primeiro semestre. Claro, para que todos os mesmos grandes times possam disputa a caça-níqueis Copa Sul-Americana.
Na Ásia também existe a Copa da AFC, disputada por times de menor expressão no continente. Nas mesmas datas da Copa dos Campeões. Não é inteligente isso? Não é assim que funciona na Europa?
Uma coisa é clara: a América, no que diz respeito ao futebol, tem o talento, mas não a competência nos “negócios”.

quinta-feira, julho 22, 2004

Copa América - Brasil 1 x 1 Uruguai (pênaltis 5 x 3)

E então veio o que muitos dizem ser o melhor jogo da Copa América. Realmente, é o que mais trouxe emoção, principalmente para brasileiros e uruguaios. Sim, passei nervoso com o time quando o jogo foi contra o Paraguai. Mais pela incompetência dos jogadores em reagir do que pelo placar em si, pois o jogo não valia muita coisa.
Mas Brasil e Uruguai era uma semifinal.
O sufoco que a seleção brasileira tomou nos primeiros quatro minutos do jogo foi uma coisa que não acontece sempre. O contra-ataque no quinto minuto também surpreendeu. Se tudo tivesse se transformado em gol, o jogo estaria uns três a um para o Uruguai.
Então o jogo se equilibrou um pouco e as chances diminuíram de lado a lado. Mas os uruguaios ainda eram melhores. Tanto que em uma falha da defesa, o atacante Dario Silva ficou sozinho, dentro da pequena área, com o gol aberto. Chutou no travessão. Entrou para a galeria dos gols mais feitos e perdidos de todos os tempos. Demorei a entender o que tinha acontecido naquele lance.
Minutos depois, aos 23 minutos, Juan fez uma falta. Fez a falta e saiu reclamando como se não tivesse feito. Talvez sabia o que estava por vir. Na cobrança, falha geral e gol de Sosa para o Uruguai. Parreira e Julio César pediram para a defesa sair em linha de impedimento. Não saiu. A cabeçada foi fraca, Julio César se adiantou, a bola bateu no chão e o encobriu.
Depois disso o equilíbrio foi ainda maior e a seleção teve duas boas chances para empatar ainda no primeiro tempo.
Quando o segundo tempo começou, parecia que uma outra seleção brasileira entrou em campo e logo no primeiro minuto Alex lançou Luis Fabiano, que chutou cruzado e Adriano completou para o gol.
Depois disso, Adriano, chutou cruzado da entrada da área e quase marcou o segundo. A partir daí a seleção continuou melhor que no primeiro tempo, mas não tão bem quanto nos primeiros minutos. Boas chances apareceram para os dois times, inclusive no último minutos quando Julio Baptista chutou na entrada da pequena área e o goleiro uruguaio salvou com os pés.
Pênaltis e todos marcavam nas três primeiras cobranças: Luisão, Luis Fabiano, Renato e Adriano. Na quarta cobrança uruguaia Julio César pegou. Alex marcou e definiu a partida.
Agora, a final é contra a Argentina, domingo ás 17h. Não sabia disso, mas uma coisa me deixou impressionado. Brasil e Argentina nunca se enfrentaram em uma final de Copa América. Uma competição que acontece desde 1917.
Provavelmente Brasil e Uruguai deixará de ser o melhor jogo da Copa América 2004.



Copa América - quartas-de-final e semifinais

A Copa América está muito chata. Tão chata que as quartas-de-final passaram batido pela cobertura do blog. Nenhuma novidade, nenhuma emoção. A Argentina vence o Peru, a Colômbia vence a Costa Rica, resultados completamente previsíveis. O Uruguai vence o Paraguai e surpreende, mas nem tanto. Brasil e México, que prometia ser o melhor jogo, acaba com uma goleada brasileira.
Tudo muito chato.
As semifinais pareciam ir pelo mesmo caminho, afinal, não é uma Colômbia embalada e invicta que pode segurar uma Argentina. Ainda bem que tinha, no meio disso tudo, Uruguai e Brasil.

segunda-feira, julho 19, 2004

Liga Mundial de Vôlei - fase final - dias 2 e 3

Das partidas semifinais da Liga Mundial uma parecia definida e a outra completamente imprevisível. A Itália venceu a Bulgária por três sets a zero, como podia se esperar. A outra partida era entre Brasil e Sérvia e Montenegro.
Há um ano as duas seleções protagonizaram um jogo eletrizante na final. O Brasil venceu por três sets a dois, sendo que o tie break terminou em 31 a 29 para o Brasil. Já no jogo de ontem o Brasil mandou um três a zero tranqüilo e foi à final contra a Itália.
No domingo os sérvios finalmente venceram uma partida, contra a Bulgária e ficaram com o terceiro lugar. O jogo da final deveria ser eletrizante. Os narradores da Globo não se cansavam de falar na coincidência que era o Brasil ter vencido a Itália dez anos antes para ser tetra campeão de futebol e agora para ser tetra campeão de vôlei.
O primeiro set foi difícil, 27 a 25. O segundo foi mais tranqüilo, 25 a 19. O terceiro, pra variar, perdemos, de 27 a 25, depois de ter conseguido virar uma desvantagem de cinco pontos. O quarto set foi o mais fácil, 25 a 17.
Agora é a Olimpíada.