Está sendo disputada há seis dias, na China, a Copa da Ásia, torneio continental equivalente a Eurocopa ou a Copa América. As emissoras brasileiras estão cobrindo, mas com um certo ar de “e daí”.
Realmente, colocando na balança as 16 seleções que disputam a Copa da Ásia, as 12 da Copa América seriam melhores. Mas a organização do campeonato também conta. Provavelmente as seleções de lá estão levando a competição mais a sério.
A forma de disputa é igual a da Eurocopa, ou seja, mais difícil de se classificar para as quartas-de-final. Para chegar à Copa da Ásia, 14 seleções superaram outras 27. Duas seleções garantiram vaga automaticamente, a China por sediar e o Japão por ser o atual campeão.
Agora não vou relatar ou discutir resultados, mas a organização que citei ali no começo. A AFC (Federação Asiática de Futebol) já adotou todos os moldes da UEFA. Ainda não chegou ao nível de separar completamente as competições bienais, pois as eliminatórias para a Copa do Mundo já começaram na Ásia. Mas sem dúvida, está à frente da Conmebol.
Isso é visível nas competições interclubes da AFC. O calendário não funciona de agosto a maio, mas a Copa dos Campeões da Ásia começou em fevereiro e só termina em dezembro, diferente da Taça Libertadores da América, disputada apenas no primeiro semestre. Claro, para que todos os mesmos grandes times possam disputa a caça-níqueis Copa Sul-Americana.
Na Ásia também existe a Copa da AFC, disputada por times de menor expressão no continente. Nas mesmas datas da Copa dos Campeões. Não é inteligente isso? Não é assim que funciona na Europa?
Uma coisa é clara: a América, no que diz respeito ao futebol, tem o talento, mas não a competência nos “negócios”.
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