Começou ontem a Copa dos Campeões da Europa, o maior campeonato interclubes de futebol. Por toda a temporada os melhores times do velho continente vão jogar para saber qual deles é o melhor.
A fórmula de disputa mudou, está mais parecida com a Taça Libertadores da América, mais bem organizada, é claro. Até a temporada passada, após a primeira fase com oito grupos de quatro times, formavam-se mais quatro grupos de quatro equipes. Depois, a fase eliminatória a partir das quartas-de-finais. Agora, a segunda fase de grupos dá lugar á fase eliminatória de oitavas-de-finais. O que encurta o campeonato um bocado. Parece que o calendário não é apertado só aqui.
A diversão da Champions League está na imensa quantidade de times bons. Tanto que na maioria das vezes os maiores favoritos caem e vencem aqueles desacreditados. O últimos foi assim, uma final entre Porto e Mônaco. Que eliminaram na semi-final, respectivamente, Milan e Chelsea. O Chelsea por sua vez eliminou o Arsenal, hoje, invicto por mais de 50 jogos no campeonato inglês.
Os primeiros jogos foram: Arsenal x 0 PSV; Panathinaikos 2 x 1 Rosenborg; Celtic 1 x 3 Barcelona; Shakhtar Donetsk 0 x 1 Milan, Internazionale 2 x 0 Weder Bremen; Valencia 2 x 0 Anderlecht; Porto 0 x 0 CSKA Moscou; PSG 0 x 3 Chelsea.
Hoje, mais oito jogos. Diversão pura.
quarta-feira, setembro 15, 2004
segunda-feira, agosto 30, 2004
Acabou
Das olimpíadas que aconteceram desde que eu nasci, a que acabou hoje foi a que mais me marcou. Na verdade das outras eu me lembro muito pouco. Em Los Angeles eu tinha dois anos e evidentemente não me lembro de nada; em Seul eu tinha seis e me lembro um pouco da cerimônia de abertura, de Aurélio Miguel e da minha catapora; de Barcelona lembro da flecha acendendo a pira e da seleção de vôlei masculino; de Atlanta lembro de Mohammed Ali acendendo a pira e da final brasileira do vôlei de praia feminino; de Sydney só me lembro da pira acendendo ao redor da atleta e subindo.
Em Atenas, a pira foi o de menos. Nos primeiros dias, algumas chances de medalha se foram, com Gustavo Kuerten saindo na primeira rodada do tênis (ao menos, perdeu para o campeão do torneio). No entanto, vieram bronzes inesperados e faltaram as medalhas esperadas de nossos judocas. A natação se despediu de Gustavo Borges. O bi-campeonato de Robert Scheidt na classe laser da vela.
Depois alguns dias de jejum, com algumas decepções no meio. Um país inteiro assistindo uma prova de ginástica artística, que não deu em nada. Uma derrota na semifinal do vôlei feminino que vai ficar engasgada por quatro anos.
Mas então vieram as finais mais esperadas. O vôlei de praia feminino ficando com a prata esperada e o masculino com o ouro esperado. O futebol feminino ficando com uma prata que devia ser ouro. Rodrigo Pessoa e Baloubet du Rouet ganhando uma prata que não era pra ser.
Então, outro bi-campeonato na vela, agora na classe star, com Torben Grael e Marcelo Ferreira. Mais do que isso, Torben se tornou o maior atleta olímpico brasileiro de todos os tempos. É pouco, quer mais? Ele é o maior atleta da vela olímpica.
Mas faltava o último dia ainda. Para começar, uma olimpíada cheia de bis, viu o vôlei masculino ganhar o segundo ouro, além manter a Itália na fila. Depois os brasileiros conheceram o taekwondo, com o quase bronze de Natália Falavigna. Para finalizar, Vanderlei Cordeiro de Lima quase leva o ouro na maratona.
E provavelmente só não ganhou por causa da estupidez de um espectador que invadiu a pista e derrubou Vanderlei no chão. Mesmo assim, ele se levantou e ganhou o bronze. Também será premiado com a medalha Barão Pierre de Coubertain pelo espírito esportivo, que apenas ele e mais um atleta em todo o mundo já ganharam.
Isso para falar apenas do Brasil...
O mundo conheceu Michael Phelps, que ganhou oito medalhas, sendo seis de ouro. Se ele fosse um país e estivesse no quadro de medalhas, chegaria em 16º lugar. No basquete, os americanos foram superados pelos argentinos na semifinal e não ganharam o ouro. Por outro lado, a Argentina ganhou ouro pela primeira vez em 52 anos.
Na verdade, os argentinos ganharam dois dos mais cobiçados ouros pelo Brasil: basquete masculino e, claro, futebol.
Em Atenas, a pira foi o de menos. Nos primeiros dias, algumas chances de medalha se foram, com Gustavo Kuerten saindo na primeira rodada do tênis (ao menos, perdeu para o campeão do torneio). No entanto, vieram bronzes inesperados e faltaram as medalhas esperadas de nossos judocas. A natação se despediu de Gustavo Borges. O bi-campeonato de Robert Scheidt na classe laser da vela.
Depois alguns dias de jejum, com algumas decepções no meio. Um país inteiro assistindo uma prova de ginástica artística, que não deu em nada. Uma derrota na semifinal do vôlei feminino que vai ficar engasgada por quatro anos.
Mas então vieram as finais mais esperadas. O vôlei de praia feminino ficando com a prata esperada e o masculino com o ouro esperado. O futebol feminino ficando com uma prata que devia ser ouro. Rodrigo Pessoa e Baloubet du Rouet ganhando uma prata que não era pra ser.
Então, outro bi-campeonato na vela, agora na classe star, com Torben Grael e Marcelo Ferreira. Mais do que isso, Torben se tornou o maior atleta olímpico brasileiro de todos os tempos. É pouco, quer mais? Ele é o maior atleta da vela olímpica.
Mas faltava o último dia ainda. Para começar, uma olimpíada cheia de bis, viu o vôlei masculino ganhar o segundo ouro, além manter a Itália na fila. Depois os brasileiros conheceram o taekwondo, com o quase bronze de Natália Falavigna. Para finalizar, Vanderlei Cordeiro de Lima quase leva o ouro na maratona.
E provavelmente só não ganhou por causa da estupidez de um espectador que invadiu a pista e derrubou Vanderlei no chão. Mesmo assim, ele se levantou e ganhou o bronze. Também será premiado com a medalha Barão Pierre de Coubertain pelo espírito esportivo, que apenas ele e mais um atleta em todo o mundo já ganharam.
Isso para falar apenas do Brasil...
O mundo conheceu Michael Phelps, que ganhou oito medalhas, sendo seis de ouro. Se ele fosse um país e estivesse no quadro de medalhas, chegaria em 16º lugar. No basquete, os americanos foram superados pelos argentinos na semifinal e não ganharam o ouro. Por outro lado, a Argentina ganhou ouro pela primeira vez em 52 anos.
Na verdade, os argentinos ganharam dois dos mais cobiçados ouros pelo Brasil: basquete masculino e, claro, futebol.
terça-feira, agosto 17, 2004
A não-cobertura olímpica
As olimpíadas estão aí a todo o vapor e eu ainda não escrevi uma linha sequer sobre os jogos. Não que eu não queira, ou que não esteja acompanhando. O negócio é que faltam duas coisas: tempo e inspiração.
Não é tão essencial inspiração, escrever sobre esporte é simples. O que falta mesmo é tempo, melhor, tempo em casa. Alguns podem até agradecer, assim eu não fico escrevendo todas aquelas idiotices sobre o calendário do futebol.
O negócio é que eu ando acompanhando as competições da seguinte maneira: futebol feminino na quinta-feira babando no sofá de casa, antes de sair pra aula; cerimônia de abertura sexta-feira pelo rádio, a caminho de casa; vôlei feminino numa festa; judô masculino depois da festa; futebol feminino no sábado almoçando num restaurante; handebol masculino de volta à mesa do restaurante depois de nossas visitas aos cinemas do centro de São Paulo; judô masculino logo depois de acordar no domingo de manhã, logo depois, tênis, natação, mais judô e por aí vai.
É uma pena que eu não possa dedicar às olimpíadas todo o tempo que ela merece, todo o espaço do meu blog. De repente aparece um post aqui e outro ali, como esse. Provavelmente quando aparecerem mais medalhas.
A saga começou hoje. Leandro Guilheiro ganhou a primeira medalha, de bronze, para o Brasil, no judô. Não vi todas as sete lutas, só a última. O que me deixou indignado foi a derrota que tirou o brasileiro da disputa do ouro. Pela reportagem que vi, quem não combateu foi o francês, mas Leandro é quem foi punido. Enfim, fazer o que?
Não é tão essencial inspiração, escrever sobre esporte é simples. O que falta mesmo é tempo, melhor, tempo em casa. Alguns podem até agradecer, assim eu não fico escrevendo todas aquelas idiotices sobre o calendário do futebol.
O negócio é que eu ando acompanhando as competições da seguinte maneira: futebol feminino na quinta-feira babando no sofá de casa, antes de sair pra aula; cerimônia de abertura sexta-feira pelo rádio, a caminho de casa; vôlei feminino numa festa; judô masculino depois da festa; futebol feminino no sábado almoçando num restaurante; handebol masculino de volta à mesa do restaurante depois de nossas visitas aos cinemas do centro de São Paulo; judô masculino logo depois de acordar no domingo de manhã, logo depois, tênis, natação, mais judô e por aí vai.
É uma pena que eu não possa dedicar às olimpíadas todo o tempo que ela merece, todo o espaço do meu blog. De repente aparece um post aqui e outro ali, como esse. Provavelmente quando aparecerem mais medalhas.
A saga começou hoje. Leandro Guilheiro ganhou a primeira medalha, de bronze, para o Brasil, no judô. Não vi todas as sete lutas, só a última. O que me deixou indignado foi a derrota que tirou o brasileiro da disputa do ouro. Pela reportagem que vi, quem não combateu foi o francês, mas Leandro é quem foi punido. Enfim, fazer o que?
terça-feira, julho 27, 2004
Talvez não esteja tão longe
Fui surpreendido por duas vezes e parece que eu não estou tão enganado quanto as minhas opiniões em relação à nova organização dos campeonatos continentais. Na verdade fui surpreendido duas vezes na mesma notícia, que até pareciam duas.
A notícia da Reuters, que li no site da Copa do Mundo/ Yahoo! afirmava que a Austrália, em carta ao presidente da Conmebol, Nicolas Leoz, havia pedido uma das vagas para a próxima Copa América, que será disputada em 2007, na Venezuela.
O chefe-executivo (isso mesmo, não é um presidente) da Associação Australiana de Futebol, John O’Neill, afirmou que não havia feito o pedido e que, se alguma carta foi enviada, não foi com o consentimento da entidade.
Além disso, O’Neill esteve na China, onde assistiu a partida de abertura da Copa da Ásia. Afirmou que faz muito mais sentido se aproximar dos vizinhos mais próximos do que da América do Sul.
Leoz, por sua vez, não acenou com resposta alguma, positiva ou negativa. Afirmou sim, que pretende aumentar a Copa América, talvez um torneio único com a Concacaf. Em contrapartida, acha difícil conciliar 40 seleções de uma confederação com as dez da outra.
O negócio é que todo dirigente das bandas daqui parecem ter a mesma cabecinha. Leoz acha que seria necessário um torneio classificatório entre as seleções do Caribe. Por que não todos no mesmo balde?
Cara, só penso nisso, acho que estou ficando bitolado.
A notícia da Reuters, que li no site da Copa do Mundo/ Yahoo! afirmava que a Austrália, em carta ao presidente da Conmebol, Nicolas Leoz, havia pedido uma das vagas para a próxima Copa América, que será disputada em 2007, na Venezuela.
O chefe-executivo (isso mesmo, não é um presidente) da Associação Australiana de Futebol, John O’Neill, afirmou que não havia feito o pedido e que, se alguma carta foi enviada, não foi com o consentimento da entidade.
Além disso, O’Neill esteve na China, onde assistiu a partida de abertura da Copa da Ásia. Afirmou que faz muito mais sentido se aproximar dos vizinhos mais próximos do que da América do Sul.
Leoz, por sua vez, não acenou com resposta alguma, positiva ou negativa. Afirmou sim, que pretende aumentar a Copa América, talvez um torneio único com a Concacaf. Em contrapartida, acha difícil conciliar 40 seleções de uma confederação com as dez da outra.
O negócio é que todo dirigente das bandas daqui parecem ter a mesma cabecinha. Leoz acha que seria necessário um torneio classificatório entre as seleções do Caribe. Por que não todos no mesmo balde?
Cara, só penso nisso, acho que estou ficando bitolado.
Quem faltava na festa
Acabo de encontrar a maior das aberrações entre campeonatos continentais. Acreditem ou não, a Copa das Nações Africanas acontece de dois em dois anos. Este ano já aconteceu, entre 24 de janeiro e 14 de fevereiro, foi na Tunísia, os donos da casa venceram.
O mais impressionante: tem até torneio classificatório para as finais do campeonato. Sempre disputada em anos ímpares, quando a Copa das Nações coincide com a Copa do Mundo, o torneio classificatório serve para as duas competições.
Estranho mas fácil de consertar, basta eliminar a edição que acontece no ano da Copa do Mundo.
O mais impressionante: tem até torneio classificatório para as finais do campeonato. Sempre disputada em anos ímpares, quando a Copa das Nações coincide com a Copa do Mundo, o torneio classificatório serve para as duas competições.
Estranho mas fácil de consertar, basta eliminar a edição que acontece no ano da Copa do Mundo.
segunda-feira, julho 26, 2004
Mais idéias absurdas
Mais uma idéia em relação à organização – melhor, reestruturação – do futebol mundial. Uma vez escrevi aqui que campeonatos continentais como a Copa América vem perdendo o interesse das seleções e dei algumas sugestões que eu não estarei vivo para ver funcionando.
Na verdade era uma cópia do sistema utilizado na Europa, onde acaba a Copa do Mundo e começam as eliminatórias da Eurocopa. Acaba a Eurocopa e começam as eliminatórias da Copa do Mundo. Por isso, o torneio europeu não perde o interesse. A Ásia já faz isso.
Duas confederações continentais sofrem mais com esse problema. A Oceania não tem seleções de expressão e sua Copa das Nações vale como eliminatória da Copa do Mundo e também a Copa das Confederações. A América do Sul tem duas das principais seleções do mundo, mas uma confederação com apenas dez países.
Unificação é a sugestão. Oceania se junta à Ásia. Conmebol (América do Sul) à Concacaf (América do Norte, Central e Caribe). Depois disso, é só seguir o calendário europeu, não necessariamente a parte em que o ano do futebol vai de agosto a maio, só o biênio Copa do Mundo/ campeonato continental.
Provavelmente os campeonatos já seriam mais interessantes só por isso, mas dá para ficar ainda melhor. A Copa das Confederações é considerada mais uma aberração do calendário da Fifa, um torneio que não vale nada e atrapalha os clubes.
Hoje, disputam o campeonato os seis campeões continentais, o campeão da Copa do Mundo e o país-sede. No mundo ideal a disputa encolheria, para apenas os quatro campeões continentais. Não haveria país sede e o quadrangular em turno e returno valeria uma vaga para a Copa do Mundo.
Cara, eu deveria ser presidente da Fifa.
Na verdade era uma cópia do sistema utilizado na Europa, onde acaba a Copa do Mundo e começam as eliminatórias da Eurocopa. Acaba a Eurocopa e começam as eliminatórias da Copa do Mundo. Por isso, o torneio europeu não perde o interesse. A Ásia já faz isso.
Duas confederações continentais sofrem mais com esse problema. A Oceania não tem seleções de expressão e sua Copa das Nações vale como eliminatória da Copa do Mundo e também a Copa das Confederações. A América do Sul tem duas das principais seleções do mundo, mas uma confederação com apenas dez países.
Unificação é a sugestão. Oceania se junta à Ásia. Conmebol (América do Sul) à Concacaf (América do Norte, Central e Caribe). Depois disso, é só seguir o calendário europeu, não necessariamente a parte em que o ano do futebol vai de agosto a maio, só o biênio Copa do Mundo/ campeonato continental.
Provavelmente os campeonatos já seriam mais interessantes só por isso, mas dá para ficar ainda melhor. A Copa das Confederações é considerada mais uma aberração do calendário da Fifa, um torneio que não vale nada e atrapalha os clubes.
Hoje, disputam o campeonato os seis campeões continentais, o campeão da Copa do Mundo e o país-sede. No mundo ideal a disputa encolheria, para apenas os quatro campeões continentais. Não haveria país sede e o quadrangular em turno e returno valeria uma vaga para a Copa do Mundo.
Cara, eu deveria ser presidente da Fifa.
domingo, julho 25, 2004
Copa América – Brasil 2 x 2 Argentina (pênaltis 4 x 2) – final
Foi um jogo difícil, como todos esperavam. No mesmo sentido de Brasil e Uruguai, esse foi o melhor jogo da Copa América.
A Argentina começou melhor no jogo, como o Uruguai, mas não deu o mesmo sufoco inicial no Brasil. A seleção brasileira, por sua vez, também criava oportunidades. Então aos 20 minutos, em uma das batidas de cabeça da defesa brasileira Luisão derrubou Lucho Gonzalez na área. Kily Gonzalez bateu e marcou.
O Brasil reagiu mas não muito. No último lance do primeiro tempo o Brasil empatou. Alex cobrou falta da esquerda e Luisão marcou de cabeça para se redimir.
O segundo tempo foi morno, com a Argentina dominando a bola a maior parte do tempo, mas criando poucas oportunidades como o Brasil.
Aos 42 minutos, os argentinos marcaram após erro de Renato, com Delgado. O título parecia perdido, os argentinos tentavam parar o jogo a todo o momento e até mesmo comemoravam por antecipação.
Então, novamente no último minuto, Diego lança da intermediária, Luis Fabiano não consegue dominar e a bola sobra para Adriano e domina e chuta para o fundo do gol.
O jogo termina, há alguma confusão, a disputa atrasa.
Quando começa, D’Alessandro chuta e Julio César defende. Adriano marca. Heize chuta o segundo pênalti argentino para fora. Edu, que jogou mal a Copa América inteira, marcou. Kily Gonzalez repete o feito do tempo normal e marca. Diego também. Sorín marca. Juan marca o gol do título.
O Brasil teve muitas dificuldades durante o jogo. A principal delas foi não poder fazer alterações táticas, pois as três substituições foram em virtude de contusão. Primeiro, Diego no lugar de Kleberson, depois Felipe no lugar de Alex e por último Cris no lugar de Luisão. Na verdade, neste momento quem sairia era Juan, também sentindo contusão, e ainda antes a alteração seria Julio Baptista no lugar de Edu, cansado.
O caso de Luisão foi o mais preocupante, pois em disputa aérea com Ayala, tomou uma cabeçada perto da nuca e precisou ser atendido. Continuou em campo, mas tonto, e minutos depois saiu, de maca, direto para a ambulância do estádio. Segundo informou um dos repórteres da Globo, estava tudo bem com o zagueiro.
A Argentina começou melhor no jogo, como o Uruguai, mas não deu o mesmo sufoco inicial no Brasil. A seleção brasileira, por sua vez, também criava oportunidades. Então aos 20 minutos, em uma das batidas de cabeça da defesa brasileira Luisão derrubou Lucho Gonzalez na área. Kily Gonzalez bateu e marcou.
O Brasil reagiu mas não muito. No último lance do primeiro tempo o Brasil empatou. Alex cobrou falta da esquerda e Luisão marcou de cabeça para se redimir.
O segundo tempo foi morno, com a Argentina dominando a bola a maior parte do tempo, mas criando poucas oportunidades como o Brasil.
Aos 42 minutos, os argentinos marcaram após erro de Renato, com Delgado. O título parecia perdido, os argentinos tentavam parar o jogo a todo o momento e até mesmo comemoravam por antecipação.
Então, novamente no último minuto, Diego lança da intermediária, Luis Fabiano não consegue dominar e a bola sobra para Adriano e domina e chuta para o fundo do gol.
O jogo termina, há alguma confusão, a disputa atrasa.
Quando começa, D’Alessandro chuta e Julio César defende. Adriano marca. Heize chuta o segundo pênalti argentino para fora. Edu, que jogou mal a Copa América inteira, marcou. Kily Gonzalez repete o feito do tempo normal e marca. Diego também. Sorín marca. Juan marca o gol do título.
O Brasil teve muitas dificuldades durante o jogo. A principal delas foi não poder fazer alterações táticas, pois as três substituições foram em virtude de contusão. Primeiro, Diego no lugar de Kleberson, depois Felipe no lugar de Alex e por último Cris no lugar de Luisão. Na verdade, neste momento quem sairia era Juan, também sentindo contusão, e ainda antes a alteração seria Julio Baptista no lugar de Edu, cansado.
O caso de Luisão foi o mais preocupante, pois em disputa aérea com Ayala, tomou uma cabeçada perto da nuca e precisou ser atendido. Continuou em campo, mas tonto, e minutos depois saiu, de maca, direto para a ambulância do estádio. Segundo informou um dos repórteres da Globo, estava tudo bem com o zagueiro.
Copa América – Uruguai 2 x 1 Colômbia – disputa de terceiro lugar
Parece que a derrota para a Argentina, a perda da invencibilidade e da vaga na final abalou mesmo os jogadores da Colômbia. Pouca gente lembra, mas eles estavam defendendo o título do torneio. Na verdade não ouvi ninguém falar isso.
sexta-feira, julho 23, 2004
Por que Rivaldo foi para a Grécia?
Eu gostaria de saber quem o Rivaldo está tentando enganar dizendo que foi jogar na Grécia por causa do título europeu e da presença de Amoroso.
Acho que muitos se lembram do que aconteceu no começo do ano. Para quem não lembra, revival.
Rivaldo e São Paulo chegaram a conversar sobre uma possível transferência. Na época a contratação não foi possível porque o São Paulo não conseguiu fechar contrato de patrocínio com a Siemens Mobile.
Isso porque a LG não abriu mão da clausula de preferência na renovação de patrocínio, caso cobrisse outra oferta. Venceu na justiça a queda de braço com Marcelo Portugal Gouveia, que queria cortar os vínculos da diretoria anterior.
Dias depois do São Paulo perder a contratação do meia, Rivaldo acertou com o Cruzeiro, que havia fechado o partocínio com a Siemens. O negócio só não deu certo porque Vanderlei Luxemburgo saiu do comando do time.
Rivaldo passou meses sem jogar e com o início das contratações na Europa, fechou com o Olympiakos. E os motivos apresentados por Rivaldo para escolher o futebol grego foram aqueles do primeiro parágrafo.
Minha dúvida veio a o ver as imagens da apresentação do jogador em Atenas. Então o jogador aparece com a camisa listrada em vermelho e branco do time patrocinado por quem? Siemens Mobile. Fica a pergunta.
Acho que muitos se lembram do que aconteceu no começo do ano. Para quem não lembra, revival.
Rivaldo e São Paulo chegaram a conversar sobre uma possível transferência. Na época a contratação não foi possível porque o São Paulo não conseguiu fechar contrato de patrocínio com a Siemens Mobile.
Isso porque a LG não abriu mão da clausula de preferência na renovação de patrocínio, caso cobrisse outra oferta. Venceu na justiça a queda de braço com Marcelo Portugal Gouveia, que queria cortar os vínculos da diretoria anterior.
Dias depois do São Paulo perder a contratação do meia, Rivaldo acertou com o Cruzeiro, que havia fechado o partocínio com a Siemens. O negócio só não deu certo porque Vanderlei Luxemburgo saiu do comando do time.
Rivaldo passou meses sem jogar e com o início das contratações na Europa, fechou com o Olympiakos. E os motivos apresentados por Rivaldo para escolher o futebol grego foram aqueles do primeiro parágrafo.
Minha dúvida veio a o ver as imagens da apresentação do jogador em Atenas. Então o jogador aparece com a camisa listrada em vermelho e branco do time patrocinado por quem? Siemens Mobile. Fica a pergunta.
O talento e a competência
Está sendo disputada há seis dias, na China, a Copa da Ásia, torneio continental equivalente a Eurocopa ou a Copa América. As emissoras brasileiras estão cobrindo, mas com um certo ar de “e daí”.
Realmente, colocando na balança as 16 seleções que disputam a Copa da Ásia, as 12 da Copa América seriam melhores. Mas a organização do campeonato também conta. Provavelmente as seleções de lá estão levando a competição mais a sério.
A forma de disputa é igual a da Eurocopa, ou seja, mais difícil de se classificar para as quartas-de-final. Para chegar à Copa da Ásia, 14 seleções superaram outras 27. Duas seleções garantiram vaga automaticamente, a China por sediar e o Japão por ser o atual campeão.
Agora não vou relatar ou discutir resultados, mas a organização que citei ali no começo. A AFC (Federação Asiática de Futebol) já adotou todos os moldes da UEFA. Ainda não chegou ao nível de separar completamente as competições bienais, pois as eliminatórias para a Copa do Mundo já começaram na Ásia. Mas sem dúvida, está à frente da Conmebol.
Isso é visível nas competições interclubes da AFC. O calendário não funciona de agosto a maio, mas a Copa dos Campeões da Ásia começou em fevereiro e só termina em dezembro, diferente da Taça Libertadores da América, disputada apenas no primeiro semestre. Claro, para que todos os mesmos grandes times possam disputa a caça-níqueis Copa Sul-Americana.
Na Ásia também existe a Copa da AFC, disputada por times de menor expressão no continente. Nas mesmas datas da Copa dos Campeões. Não é inteligente isso? Não é assim que funciona na Europa?
Uma coisa é clara: a América, no que diz respeito ao futebol, tem o talento, mas não a competência nos “negócios”.
Realmente, colocando na balança as 16 seleções que disputam a Copa da Ásia, as 12 da Copa América seriam melhores. Mas a organização do campeonato também conta. Provavelmente as seleções de lá estão levando a competição mais a sério.
A forma de disputa é igual a da Eurocopa, ou seja, mais difícil de se classificar para as quartas-de-final. Para chegar à Copa da Ásia, 14 seleções superaram outras 27. Duas seleções garantiram vaga automaticamente, a China por sediar e o Japão por ser o atual campeão.
Agora não vou relatar ou discutir resultados, mas a organização que citei ali no começo. A AFC (Federação Asiática de Futebol) já adotou todos os moldes da UEFA. Ainda não chegou ao nível de separar completamente as competições bienais, pois as eliminatórias para a Copa do Mundo já começaram na Ásia. Mas sem dúvida, está à frente da Conmebol.
Isso é visível nas competições interclubes da AFC. O calendário não funciona de agosto a maio, mas a Copa dos Campeões da Ásia começou em fevereiro e só termina em dezembro, diferente da Taça Libertadores da América, disputada apenas no primeiro semestre. Claro, para que todos os mesmos grandes times possam disputa a caça-níqueis Copa Sul-Americana.
Na Ásia também existe a Copa da AFC, disputada por times de menor expressão no continente. Nas mesmas datas da Copa dos Campeões. Não é inteligente isso? Não é assim que funciona na Europa?
Uma coisa é clara: a América, no que diz respeito ao futebol, tem o talento, mas não a competência nos “negócios”.
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