sábado, junho 20, 2009
Nosso novo técnico
Não que Muricy seja um técnico ruim, muito pelo contrário. Mas não dá pra depender de um time que só engrene no segundo semestre. A relação estava desgastada, o negócio é partir para outra. O problema foi a pressa.
Milton Cruz, auxiliar técnico que comanda o time no clássico de amanhã contra o Corinthians tinha plenas condiçoes de ficar algum tempo no time, fazer um trabalho bom como fez Marcelo Rospide no Grêmio até o anúncio de um grande nome como Paulo Autuori.
Em questão de 12 horas o São Paulo demitiu Muricy e anunciou Ricardo Gomes. Definitivamente não esperava por esse nome. No carro, voltando do estádio, já especulava nomes com um amigo. Abel Braga e Dorival Júnior eram meus preferidos. O retorno de Cuca uma possibilidade, Ney Franco nem seria tão absurdo. Isso antes até da demissão.
Então a demissão é anunciada. Fala-se em um Abel, em Raí. Raí seria uma solução à Guardiola, Rijkaard, Klinsmann, mas não acho que seria uma aposta certa. Minha impressão é que Raí tá mais afim é de balada.
Então Ricardo Gomes é anunciado. Um técnico que nunca teve um grande trabalho. Que treinou times menores, como Juventude e Vitória, grandes como Fluminense e Flamengo, e até a seleção brasileira olímpica. Na França, país que os times não tem qualquer aspiração internacional, treinou Paris Saint-Germain, Bordeaux e por último o Monaco. Depois que Gomes saiu, o Bordeaux foi campeão francês (digo isso sem saber o quanto e se o elenco do Bordeaux melhorou em duas temporadas).
O negócio é que nosso novo técnico é uma aposta. Nosso elenco também precisa de um chacoalhão. O ano não deverá ser fácil.
Morumbi
O negócio é mais ou menos assim: para chegar ao Morumbi eu não me perco. Além disso, ao subir a rampa da arquibancada azul o grito de apoio ao São Paulo é muito mais emocionante. O problema foi dentro do estádio.
Chegar tarde é garantia de passar perrengue e não ver o jogo direito. O jogo já tinha até começado, inclusive. O problema da torcida do São Paulo é que se o time não age, a torcida não reage.
O São Paulo não fez jus a passar para a semi-final. O goleiro Fábio não teve sua meta ameaçada, a maior posse de bola não se traduziu em volume de jogo, em oportunidades criadas. O problema é que o São Paulo se tornou um time previsível.
Toda a superioridade são-paulina foi por água abaixo quando teve o volante Eduardo Costa expulso ainda no primeiro tempo com o segundo cartão amarelo. Precisando da vitória, Muricy Ramalho volta com Hernanes no lugar de Junior César e Dagoberto no lugar de Washington. Muricy devia sentir que sua batata estava assando, porque não costuma fazer substituições no intervalo. O problema é que elas foram feitas no desespero.
Não tenho idéia se a formação já havia sido treinada, mas parecia que não. Marlos, que foi o único q se salvou no primeiro tempo, continuou bem. Dagoberto fez o de costume: colocou velocidade no jogo, animou a torcida, driblou, perdeu bolas, chutou errado. O problema era o vazio no meio de campo.
O Cruzeiro estava na dele, prendia a bola. A marcação do São Paulo era preguiçosa. Tanto que permitiu o chute, no ângulo, de Henrique, para fazer 1 a 0 para os mineiros. Na tentativa desesperada de marcar, Muricy coloca André Lima no lugar de Zé Luís. A transição entre defesa e ataque fica ainda pior. Hernanes entrou e só errou. Jorge Wagner estava no banco. Algum cruzamento ele ia fazer melhor que Hernanes.
O São Paulo sofria com os contra-ataques, tanto que em um deles André Dias interceptou um chute com a mão, também foi expulso, Kléber marcou 2 a 0. A partir daí o São Paulo jogou como time pequeno.
Na entrevista coletiva Muricy disse que o time estava abatido após a derrota. A verdade é que estava abatido já em campo. Aliás, abatido não é a palavra certa. Preguiçosos, desmotivados, desarrumados, talvez. Se quisessem estar felizes no vestiário deveriam ter feito por onde em campo.
O acesso ao Morumbi é, realmente, uma porcaria. Depois de assistir um anti-espetáculo, mais uma hora até chegar na Francisco Morato. Chegar em casa 2h da manhã não é legal. Mas eu preferi passar todo o perrengue (que incluiu ingressos suspeitos comprados com cambista) e me dar a chance de ver o time ganhar, apesar do que parecia ser o contrário. Agora é o começo de um novo ciclo.
segunda-feira, junho 15, 2009
Maracanã
Os sucessivos erros no caminho para o estádio estressaram, mas na hora de subir a rampa do Maraca já estava tudo certo. Longe de ter arquibancadas lotadas (público de 17 mil pessoas), mas a torcida do Flu cantou quase o tempo todo.
O momento mais impressioante foi quando a torcida descobriu Thiago Silva em um dos camarotes. Quase todo mundo correu para lá e cantou durante os 15 minutos do intervalo, em veneração ao ex-zagueiro.
O Maracanã é lindo, mas eu fui lá e não gritei gol. Valeu conhecer, mas infelizmente eu estava me sentindo vendo um jogo de um time que não é o meu (o que era a pura verdade), por mais que eu tivesse tentado me envolver com o clima. Não troco nosso Morumbi nem por dois Maracanãs.
terça-feira, junho 09, 2009
O novo emprego de Felipão
Não por muito tempo, pois hoje foi anunciado o novo clube de Scolari, o Bunyodkor, do Uzbequistão. Esse é o time onde, atualmente, joga Rivaldo e, ano passado, do treinador Zico.
Rivaldo está em final de carreira e está ganhando dinheiro (apesar de não ter ganhado pouco por onde passou antes). Zico arrumou um time perto - quer dizer, mais perto que o Japão - da Europa. Tanto que em seguida foi para o CSKA e vai chegando cada vez mais perto e, mais importante, mostrando que é um técnico competente.
Já Felipão não precisa provar nada, já que é bicampeão da Libertadores, campeão da Copa do Mundo, levou Portugal a uma final de Euro e uma semifinal de Copa. O que aconteceu na Inglaterra, definitivamente não foi parâmetro. Dinheiro também não é problema, pois para sair do Chelsea, ganhou uma bolada de recisão contratual.
Com certeza algum clube em Portugal, Itália ou Espanha teria muita sorte em contar com Scolari. Nesses países, a tal barreira da língua não seria exatamente um problema. Nem que esses clubes não fossem exatamente de ponta, em uma temporada de bons serviços abririam outras portas. Enfim, Felipão perdeu um pouco de sua credibilidade aceitando um emprego de qualidade duvidosa.
segunda-feira, junho 08, 2009
Grand Slam
De quebra, chegou a 14 títulos de Grand Slam na carreira, empatando com Pete Sampras na condição de maior vencedor desta categoria de torneio. Provavelmente vai ganhar mais algum, fato. Vai ultrapassar Sampras (que nunca venceu o Grand Slam do saibro). Vai, inevitavelmente, ser coroado como melhor tenista de todos os tempos.
Não que eu seja exatamente fã de Federer (um pouco pelo contrário), mas eu tenho um certo egoísmo de querer ser testemunha da história. Era muito novo quando Sampras fez história, não lembro de quando aconteceu. Após o próximo Grand Slam que Federer vencer eu vou poder (lá pra 2040) contar para que quando eu tinhas uns 20 e tantos anos eu vi o tenista que é o maior de todos os tempos (quem sabe nao vejo o segundo), não esses manés que jogam atualmente.
sábado, junho 06, 2009
A violência das torcidas
Quarta-feira teve jogo entre Corinthians e Vasco pela semifinal da Copa do Brasil, em São Paulo. O jogo foi 0 a 0 e o Corinthians se classificou (pelo critério de gols fora de casa, o primeiro jogo foi 1 a 1), tomando sufoco do Vasco. Em Curitiba o Coxa venceu por 1 a 0, insuficiente para superar os 3 a 1 impostos pelo Internacional em Porto Alegre. A final será nos dias 17/06 e 01/07 em São Paulo e em Porto Alegre, respectivamente. Todas as minhas fichas no Inter.
Futebol à parte, dois pontos de São Paulo voltaram a virar campo de batalha naquele dia. A versão inicial de que a torcida do Vasco teria começado a briga foi contestada por um delegado (que não vou lembrar o nome) que investiga o caso: "Era para ser uma tocaia, o ônibus com corintianos estava parado parecendo vazio. Quando os vascaínos passaram foram atacados. Acabou dando errado porque os corintianos estavam em menor número", afirmou em entrevista à rádio CBN.
A pancadaria correu solta na Marginal Tietê e, depois que a torcida do Vasco entrou no estádio, com 30 minutos de jogo, os corintianos incendiaram um dos ônibus que trouxeram vascaínos do Rio de Janeiro, em plena Avenida Pacaembu. Difícil entender a necessidade disso tudo. Lamentável.
segunda-feira, junho 01, 2009
Resumão #001
Na mesma quarta-feira, 27 de maio, em que o Barcelona conquistou a Champions League, teve Libertadores e Copa do Brasil:
- O São Paulo foi a Belo Horizonte para a primeira partida das quartas-de-final contra o Cruzeiro. O empate com bom futebol diante do Palmeiras no fim-de-semana havia melhorado os ânimos. A derrota por 2 x 1 não foi desastrosa, mas o time voltou a não se encontrar em campo. Borges reclamou por ficar no banco. Explicações a seguir;
- O Grêmio foi a Caracas e voltou com empate em 1 x 1, o que não deixou de ser surpreendente, uma vez que todos esperavam por mais uma barbada;
- Vasco e Corinthians empataram por 1 x 1 no Rio, deixando a vantagem para o Corinthians decidir em casa podendo empatar em 0 x 0. Depois de sair atrás do Coritiba, o Internacional virou para 3 x 1 e vai para Curitiba podendo perder por 1 x 0. Todas as esperanças depositadas no Colorado para a final;
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Quinta-feira teve mais Libertadores, com empate por 1 x 1 entre Palmeiras e Nacional. Luxemburgo esperava o Nacional partindo para cima e armou uma retranca, mudou o time aos 28 minutos do primeiro tempo mas não adiantou muita coisa. O técnico Palmeirense saiu esbravejando contra a torcida, que reeditou o apitaço. Tá ficando gagá.
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Roland Garros, segundo Grand Slam do tênis no ano, está rolando solto. Assim como a zebra que ronda as quadras de Paris. Novak Djokovic, que sempre vai bem, já saiu. Ana Ivanovic, campeã do ano passado, também saiu. E o mais impressionante, o tetracampeão Rafael Nadal, que nunca havia perdido em Roland Garros, também saiu. Andy Murray, tenista em ascenção, pode ganhar seu primeiro Grand Slam. Roger Federer tem a maior chance de vencer pela primeira vez o torneio disputado no saibro. Ambos agradecem.
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Los Angeles Lakers confirmou o favoritismo contra o Denver Nuggets. Orlando Magic supera o favoritismo do Cleveland Cavaliers. Final sem duelo Varejão x Nenê, sem duelo Kobe Bryant x Lebron James. Vai ter no máximo Kobe x Dwight Howard.
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Domingo, o segundo jogo do "playoff" entre São Paulo e Cruzeiro, dessa vez pelo Brasileiro. Borges foi titular, marcou e teve outras boas chances. Marlos estreou com tudo. Washington fez seu 100º gol em Brasileiros na raça. Dagoberto entrou no segundo tempo e também marcou. Ou seja, por que não jogou assim quarta-feira. Quero ver no dia 17.
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As cidades que vão sediar jogos da Copa do Mundo de 2014 foram anunciadas ontem, em Nassau, nas Bahamas; a lista havia vazado sexta. As cidades são Belo Horizonte, Brasília, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Natal, Porto Alegre, Recife, Salvador, Rio de Janeiro e São Paulo. Ficaram de fora Belém, Campo Grande, Florianópolis, Goiânia e Rio Branco. Algumas coisas a se considerar, do sul para o norte, não em ordem alfabética:
- Porto Alegre e Curitiba (barbadas) dentro, Florianópolis fora: assim como a Folha havia comentado, um projeto mais coerente, com uso posterior do estádio e investidores, ficou de fora;
- As três candidatas do Sudeste, São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, também barbadas, se confirmaram. Não dava para deixa-las de fora, devido à importância econômica e representatividade no futebol;
- Brasília não tem tanta representatividade no futebol, mas é a capital do país, não poderia ficar de fora. Goiânia, da mesma situação de Florianópolis (e com futebol bem mais representativo), ficou de fora. Havia uma disputa entre Cuiabá e Campo Grande pela "sede Pantanal" da Copa. Cuiabá venceu e provocou a rival, aflorando bairrismos idiotas. Na realidade, nenhuma das duas deveriam ser sede, o Verdão fatalmente será abandonado depois;
- Todas as candidatas nordestinas foram confirmadas. A maior dúvida era Natal, que ganhou por ser a sede mais próxima da Europa (grande coisa). Em Natal será construído um dos estádios inúteis após a Copa;
- No norte, Rio Branco ficou de fora justamente, Belém é discutível. O Mangueirão era um estádio mais pronto. O Vivaldão tende a ser mais uma obra sem utilidade posterior.
quinta-feira, maio 28, 2009
Contra as previsões
Antes do jogo, todos os palpites sobre a final da Champions League eram mais ou menos assim: "Eu prefiro que o Barcelona ganhe, mas o Manchester United está melhor e vai ganhar". E por 10 minutos pareceu que ia ser assim mesmo.
Primeiro ataque, passe de Iniesta, gol de Eto'o. E aí o United desmoronou. Não fez mais nada. Cristiano Ronaldo não fez mais nada além de bater em Puyol. Não que o Barcelona teve dezenas de chances de gol, mas não teve problemas para segurar o Manchester.
No segundo tempo o cenário continuou mais ou menos igual, mesmo depois de substituições de Alex Fergusson. O United virou um time cheio de atacantes inofensivos com Rooney, Tevez e Berbatov. Enquanto isso, o Barcelona de Josep Guardiola continuava organizado.
Tanto que Xavi conseguiu, em uma grande jogada, colocar a bola na cabeça de... Messi, 1m69.
2 x 0 fora o baile.
quarta-feira, maio 27, 2009
A punição de Ronaldo
Ronaldo foi julgado e punido ontem, no STJD, por um lance no jogo contra o Botafogo. A infração, puxar o cabelo de Fahel, seu marcador individual. A defesa, uma reação ao antijogo do botafoguense. O veredito, suspensão por um mísero jogo. Que Ronaldo não ia participar de qualquer jeito para se recuperar de uma contusão.
O que mais me impressiona é a reação de toda a imprensa esportiva, achando que a pena foi injusta. Ninguém achou que puxar o cabelo do adversário foi atitude passível de punição. O lance é comparado aos constantes puxões de camisa que acontecem durante o jogo.
Peraí, né? Puxar camisa é errado, se o árbitro vê marca falta e dependendo de como for aplica cartão, mas o uniforme faz parte do jogo, por isso ninguém que eu me lembre foi punido pelo tribunal. O cabelo do adversário não faz parte do jogo, é agressão. A maneira como Ronaldo fez não foi assim grave, acho que a punição foi exemplar.
O puxa-saquismo com Ronaldo beira o fanatismo. Logo em sua chegada alguns comentaristas ficaram indignados quando o zagueiro Rodrigo, do São Paulo, reclamou que Ronaldo era protegido pelos árbitros. Disseram que Ronaldo merecia mais ser protegido que Rodrigo. Ninguém tem que ser protegido, todos tem que ser punidos. Ronaldo é um ótimo jogador, mas não é deus (assim mesmo, com minúscula).
terça-feira, maio 26, 2009
Nosso novo goleiro
Rogério Ceni é um dos maiores ídolos do São Paulo em todos os tempos, já entrou para a história do clube. Tenho certeza que todos os torcedores são eternamente gratos pelos títulos, pelas grandes defesas, pelos gols.
Desde que assumiu a titularidade do São Paulo, Rogério nunca sofreu pressão por um bom reserva se destacar. Rogério não dava chance, não se machucava, jogava sempre. Durante esse tempo teve dois reservas cativos, Roger e Bosco, por vários anos. Talvez por isso, outros jovens não apareceram (exceto Weverson, que era apontado como sucessor de Rogério, mas que morreu em um acidente de carro há quase três anos).
Mas no começo deste ano (e do ano passado) falhou como não costumava. Para mim, era necessário encontrar um substituto. No decorrer do ano, se redimiu. Este ano permitiu que seus reservas tivessem mais oportunidades. Bosco jogou e não comprometeu, mas também não é o cara que vai barrar Rogério.
Denis teve sua primeira chance no começo do ano, quando substitiu Rogério na partida contra a Portuguesa e jogou bem. Agora, com dois colegas machucados, teve mais uma chance. Um clássico contra o Palmeiras. Jogou bem novamente, impediu gol claro em pelo menos três oportunidades.
Rogério pode não parar agora, mas não deve demorar tanto assim. Denis estará lá para assumir a camisa 1.