O Sevilla venceu nos pênaltis o Espanyol, ontem, em Glasgow na Escócia, e se sagrou bicampeão da Copa da Uefa.
Não assisti ao jogo inteiro, peguei já da prorrogação em diante. Antes disso, aos 18 minutos do primeiro tempo, o Sevilla abriu o placar com um gol do lateral-esquerdo Adriano. O Espanyol reagiu e empatou o jogo ainda no primeiro tempo, aos 28 minutos, com o meia Riera. Finalmente, aos 23 minutos do segundo tempo, Hurtado foi expulso e complicou o time catalão. O Sevilla pressionou, mas não conseguiu vencer no tempo normal.
A pressão continuou na prorrogação e o Sevilla continuou desperdiçando chances (ou o goleiro Iraizoz continuou salvando a pele do Espanyol). Somente no minuto final do primeiro tempo o time andaluz conseguiu marcar o segundo, com Kanouté. Quando tudo parecia decidido, o Espanyol conseguiu um contra-ataque e o brasileiro Jônatas acertou um belo chute de fora da área no canto de Palop, aos 10 minutos do segundo tempo.
A partida foi para os pênaltis. Quando parecia que estava mais para o Espanyol, animado por conseguir o empate na superação. O que se viu foi o goleiro Palop se consagrando ao pegar três cobranças. Uma delas de Jônatas, que foi do auge ao fundo do poço em poucos minutos na partida. No entanto, o árbitro errou ao não repetir qualquer uma das cobranças defendidas por Palop, que se adiantou bastante em todas elas.
Impressionante foi que escutei apenas um comentário sobre isso, somente horas depois, feito por José Roberto Wright já durante a transmissão de Santos x América. Pelo contrário, ainda durante a transmissão, alguém disse que Iraizoz havia se adiantado. Sim, fez, todos os goleiros fazem o tempo todo. Mas o goleiro do Espanyol não foi tão explícito nem pegou pênalti algum.
Fizeram de novo
Além disso tudo, mais uma vez a imprensa brasileira tomou uma atitude que eu já repudiei anteriormente. Boa parte dos veículos tomou partido do Sevilla, provavelmente pela grande quantidade de atletas brasileiros lá. O time vermelho-e-branco recebeu atenção bem maior dos jornais e sites. A vibração dos narradores no gol de Kanouté foi infinitamente maior que no de Jônatas.
É compreensível que se dê mais destaque ao time brasileiro contra o estrangeiro ou contra o time local em detrimento do visitante. Mas não deveria ser assim quando os adversários são dois times que têm exatamente a mesma relevância para o público.
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