O futebol, principalmente o brasileiro, é engraçado.
Na maioria das vezes, os clubes não se preocupam com planejamento e o resultado é primordial. Ano passado, com a vaca a caminho do brejo, o São Caetano contratou Dorval Junior. A diretoria do Azulão não atrelou sua permanencia no comando do time à permanencia do time na primeira divisão.
A intenção era montar um bom time para fazer uma boa campanha na Série B e retornar para a Série A. O planejamento deu certo e o São Caetano chegou ao vice-campeonato paulista, para um promissor campeonato Brasileiro.
Acontece que Dorival Junior chamou a atenção dos rivais Atlético e Cruzeiro. Os dois times, principalmente o Atlético, também tinham começado o ano pensando em planejamento. Mas Paulo Autuori não foi bem e Levir Culpi abandonou o Atlético para ganhar mais no Japão.
Então, o São Caetano não teve como competir com o Cruzeiro e perdeu seu técnico. Pior que isso, o São Caetano também não está conseguindo segurar os jogadores (mas isso é outra história).
O que mais me incomoda foi a postura de Dorival. Afinal, quem mais reclama ser vítima da política de resultados, são os próprios técnicos, todos eles, com poucas exceções. Dorival trocou a provável estabilidade no ABC, para tentar arrumar a Toca da Raposa em três dias, até a estréia no Brasileirão.
Recado para o Dorival: se acabar vítima da política de resultados, não vale reclamar depois!
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