- Fluminense 4 x 2 Brasiliense: no Rio de Janeiro o Brasiliense tentou surpreender e saiu na frente. Ainda no primeiro tempo o Fluminense virou o placar. Chegou a 3 a 1 no começo do segundo tempo. O Brasiliense chegou a diminuir, mas o tricolor conseguiu aumentar a vantagem. Pode agora perder até por um gol de diferença em Taguatinga;
- Figueirense 2 x 0 Botafogo: em Florianópolis o Figueirense não deu chances para o "melhor time do Brasil", o Botafogo. Fez o placar no primeiro tempo e se segurou na etapa final. Semana que vem, no Rio, pode perder por um gol de diferença ou até por dois, caso marque um.
quinta-feira, maio 17, 2007
Copa do Brasil - semi-finais - jogos de ida
O times mandantes fizeram o dever de casa e venceram a primeira partida das semi-finais da Copa do Brasil, ontem:
Espanyol 1 (1) [1] x 1 (1) [3] Sevilla - Uefa Cup - final
O Sevilla venceu nos pênaltis o Espanyol, ontem, em Glasgow na Escócia, e se sagrou bicampeão da Copa da Uefa.
Não assisti ao jogo inteiro, peguei já da prorrogação em diante. Antes disso, aos 18 minutos do primeiro tempo, o Sevilla abriu o placar com um gol do lateral-esquerdo Adriano. O Espanyol reagiu e empatou o jogo ainda no primeiro tempo, aos 28 minutos, com o meia Riera. Finalmente, aos 23 minutos do segundo tempo, Hurtado foi expulso e complicou o time catalão. O Sevilla pressionou, mas não conseguiu vencer no tempo normal.
A pressão continuou na prorrogação e o Sevilla continuou desperdiçando chances (ou o goleiro Iraizoz continuou salvando a pele do Espanyol). Somente no minuto final do primeiro tempo o time andaluz conseguiu marcar o segundo, com Kanouté. Quando tudo parecia decidido, o Espanyol conseguiu um contra-ataque e o brasileiro Jônatas acertou um belo chute de fora da área no canto de Palop, aos 10 minutos do segundo tempo.
A partida foi para os pênaltis. Quando parecia que estava mais para o Espanyol, animado por conseguir o empate na superação. O que se viu foi o goleiro Palop se consagrando ao pegar três cobranças. Uma delas de Jônatas, que foi do auge ao fundo do poço em poucos minutos na partida. No entanto, o árbitro errou ao não repetir qualquer uma das cobranças defendidas por Palop, que se adiantou bastante em todas elas.
Impressionante foi que escutei apenas um comentário sobre isso, somente horas depois, feito por José Roberto Wright já durante a transmissão de Santos x América. Pelo contrário, ainda durante a transmissão, alguém disse que Iraizoz havia se adiantado. Sim, fez, todos os goleiros fazem o tempo todo. Mas o goleiro do Espanyol não foi tão explícito nem pegou pênalti algum.
Fizeram de novo
Além disso tudo, mais uma vez a imprensa brasileira tomou uma atitude que eu já repudiei anteriormente. Boa parte dos veículos tomou partido do Sevilla, provavelmente pela grande quantidade de atletas brasileiros lá. O time vermelho-e-branco recebeu atenção bem maior dos jornais e sites. A vibração dos narradores no gol de Kanouté foi infinitamente maior que no de Jônatas.
É compreensível que se dê mais destaque ao time brasileiro contra o estrangeiro ou contra o time local em detrimento do visitante. Mas não deveria ser assim quando os adversários são dois times que têm exatamente a mesma relevância para o público.
Não assisti ao jogo inteiro, peguei já da prorrogação em diante. Antes disso, aos 18 minutos do primeiro tempo, o Sevilla abriu o placar com um gol do lateral-esquerdo Adriano. O Espanyol reagiu e empatou o jogo ainda no primeiro tempo, aos 28 minutos, com o meia Riera. Finalmente, aos 23 minutos do segundo tempo, Hurtado foi expulso e complicou o time catalão. O Sevilla pressionou, mas não conseguiu vencer no tempo normal.
A pressão continuou na prorrogação e o Sevilla continuou desperdiçando chances (ou o goleiro Iraizoz continuou salvando a pele do Espanyol). Somente no minuto final do primeiro tempo o time andaluz conseguiu marcar o segundo, com Kanouté. Quando tudo parecia decidido, o Espanyol conseguiu um contra-ataque e o brasileiro Jônatas acertou um belo chute de fora da área no canto de Palop, aos 10 minutos do segundo tempo.
A partida foi para os pênaltis. Quando parecia que estava mais para o Espanyol, animado por conseguir o empate na superação. O que se viu foi o goleiro Palop se consagrando ao pegar três cobranças. Uma delas de Jônatas, que foi do auge ao fundo do poço em poucos minutos na partida. No entanto, o árbitro errou ao não repetir qualquer uma das cobranças defendidas por Palop, que se adiantou bastante em todas elas.
Impressionante foi que escutei apenas um comentário sobre isso, somente horas depois, feito por José Roberto Wright já durante a transmissão de Santos x América. Pelo contrário, ainda durante a transmissão, alguém disse que Iraizoz havia se adiantado. Sim, fez, todos os goleiros fazem o tempo todo. Mas o goleiro do Espanyol não foi tão explícito nem pegou pênalti algum.
Fizeram de novo
Além disso tudo, mais uma vez a imprensa brasileira tomou uma atitude que eu já repudiei anteriormente. Boa parte dos veículos tomou partido do Sevilla, provavelmente pela grande quantidade de atletas brasileiros lá. O time vermelho-e-branco recebeu atenção bem maior dos jornais e sites. A vibração dos narradores no gol de Kanouté foi infinitamente maior que no de Jônatas.
É compreensível que se dê mais destaque ao time brasileiro contra o estrangeiro ou contra o time local em detrimento do visitante. Mas não deveria ser assim quando os adversários são dois times que têm exatamente a mesma relevância para o público.
sexta-feira, maio 11, 2007
Liberdadores da América 2007 - Oitavas de final
Acabaram as oitavas-de-final da Libertadores, com algumas surpresas. Pelo que vem jogando, com certeza não foi o São Paulo sair:
- Jogo 1 - Santos x Caracas-VEN (2 x 2/ 3 x 2): acertei, mas por pouco. O Santos só empatou na Venezuela, mas tinha a vantagem de empatar em até 1 x 1 no segundo jogo. O caso é que o Santos conseguiu sair perdendo de 2 x 0 na Vila e teve que suar para virar o jogo e garantir a classificação;
- Jogo 2 - Colo-Colo-CHI x América-MEX (0 x 3/ 2 x 1): também acertei. O América garantiu a classificação em casa quando goleou. Em Santiago, uma derrota bem administrada;
- Jogo 3 - Necaxa-MEX x Nacional-URU (2 x 3/ 0 x 1): não sei se acertei o chute, porque fiquei em cima do muro (sem querer). O fato é que o Nacional ignorou a vantatem do Necaxa e venceu inclusive no México;
- Jogo 4 - Toluca-MEX x Cúcuta-COL (1 x 5/ 2 x 0): errei feio. O Cúcuta surpreendeu e goleou em casa. Daí pôde fazer o mesmo que o América, uma derrota muito bem administrada;
- Jogo 5 - Libertad-PAR x Paraná (2 x 1/ 1 x 1): acertei, passa o Libertad. O time paraguaio venceu em Curitiba e só administrou em Assunción;
- Jogo 6 - Vélez Sarsfield-ARG x Boca Juniors-ARG (0 x 3/ 3 x 1): errei. O goleiro do Vélez protagonizou um lance ridículo ao dar uma solada na testa do atacante Palacios e abriu o caminho do Boca para a classificação. Até por 3 x 1, a derrota do Boca foi administrada;
- Jogo 7 - Grêmio x São Paulo (0 x 1/ 2 x 0): o São Paulo colheu o que o técnico teimoso plantou. A vitória em casa não foi o suficiente e no jogo em Porto Alegre a defesa não foi o suficiente para barrar o Grêmio. O ataque também não foi competente para marcar um gol que salvaria a classificação. Mereceu o Grêmio;
- Jogo 8 - Flamengo x Defensor Sporting-URU (0 x 3/ 2 x 0): errei também. O Defensor jogou muito bem em Montevidéu, provavelmente aproveitando o desequilíbrio do Flamengo depois da discussão entre Juninho e Nei Franco no intervalo. Na volta, embalado pelo título estadual, o Flamengo jogou bem melhor mas não fez o resultado que precisava.
- Jogo 9 - Santos x América-MEX (16 e 23/05): o Santos leva a disputa à sério, tanto que disputaria o jogo contra o Sport em Recife com reservas e mandou os titulares mais cedo para a Cidade do México. Mas se não melhorar pode cair, afinal o América é bem melhor que o Caracas;
- Jogo 10 - Grêmio x Defensor Sporting-URU (16 e 23/05): acho que o Grêmio é favorito, mas os uruguaios já conseguiram surpreender o Flamengo. Então, Mano Menezes que se cuide;
- Jogo 11 - Libertad-PAR x Boca Juniors-ARG (17 e 24/05): o retrospecto favorece o Libertad, mas o Boca pode fazer o que fez com o Vélez no primeiro jogo. Ainda assim acho os paraguaios favoritos;
- Jogo 12 - Nacional-URU x Cúcuta-COL (15 e 22/05): chuto no nacional sem dúvida, sem medo do Cúcuta repetir o que fez com o Toluca. O Nacional, com certeza, saberá se defender.
Copa do Brasil - quartas-de-final
A Copa do Brasil 2007 chegou às quartas-de-final sem nenhum time que já havia sido campeão. Na verdade só estou falando da Copa do Brasil agora porque é agora que ficou interessante. Não que não tenha sido imteressante o Náutico eliminando o Corinthians. Acho justo fazer um recap:
Primeira rodada:
Primeira rodada:
- Palmeiras-SP x Operário-MT (5 x 0)
- Ipatinga-MG x Vitória-ES (0 x 1/ 3 x 1)
- Sport-PE x Campinense-PB (1 x 1/ 3 x 0)
- São Raimundo-AM x Ananindeua-PA (0 x 2/ 1 x 0)
- Cruzeiro-MG x Veranópolis-RS (0 x 0/ 1 x 0)
- Portuguesa-SP x SERC-MS (2 x 0)
- Juventude-RS x Ferroviária-SP (1 x 3/ 2 x 0)
- Brasiliense-DF x Barra-MT (4 x 1)
- Atlético-PR x Coxim-MT (5 x 2)
- Vitória-BA x Baraúnas-RN (1 x 1/ 1 x 1/ 3 x 5)*
- Guarani-SP x Atlético-GO (1 x 2/ 0 x 0)
- Fortaleza-CE x Sampaio Corrêa-MA (3 x 1)
- Fluminense-RJ x Adesg-AC (2 x 1/ 6 x 0)
- América-RN x Baré-RR (0 x 1/ 2 x 0)
- Goiás-GO x Moto Clube-MA (3 x 1)
- Bahia-BA x Itabaiana-SE (2 x 1/ 0 x 1)
- Corinthians-SP x Pirambu-SE (1 x 1/ 3 x 0)
- Treze-PB x Vilavelhense-ES (0 x 1/ 3 x 1)
- Náutico-PE x Parnahyba-PI (2 x 1/ 6 x 0)
- Paysandu-PA x São José-AP (1 x 0/ 2 x 2)
- Vasco-RJ x Fast-AM (2 x 1/ 6 x 0)
- Gama-DF x Araguaína-TO (3 x 1)
- Figueirense-SC x Madureira-RJ (3 x 2/ 2 x 0)
- Noroeste-SP x Adap/Galo Maringá-PR (4 x 1)
- Atlético-MG x Colo Colo-BA (3 x 1)
- América-RJ x Coruripe-AL (1 x 1/ 3 x 1)
- Ponte Preta-SP x Villa Nova-MG (0 x 1/ 2 x 3)
- Avaí-SC x Rio Branco-PR (1 x 1/ 0 x 1)*
- Botafogo-RJ x CSA-AL (1 x 1/ 5 x 2)
- Ceará-CE x Barras-PI (0 x 1/ 2 x 0)
- Coritiba-PR x Caxias-RS (1 x 2/ 4 x 1)
- Santa Cruz-PE x Ulbra-RR (0 x 2/ 1 x 2)
- Palmeiras-SP x Ipatinga-MG (0 x 2/ 2 x 0 [3 x 4])
- Sport-PE x Ananindeua-PA (5 x 1)
- Cruzeiro-MG x Portuguesa-SP (0 x 0/ 2 x 1)
- Juventude-RS x Brasiliense-DF (0 x 0/ 2 x 3)
- Atlético-PR x Vitória-BA (1 x 4/ 3 x 0)
- Fortaleza-CE x Atlético-GO (3 x 2/ 2 x 3 [3 x 5])
- Fluminense-RJ x América-RN (2 x 1/ 0 x 1)
- Goiás-GO x Bahia-BA (1 x 1/ 3 x 3)
- Corinthians-SP x Treze-PB (2 x 0)
- Náutico-PE x Paysandu-PA (0 x 1/ 5 x 0)
- Vasco-RJ x Gama-DF (2 x 2/ 1 x 2)
- Figueirense-SC x Noroeste-SP (0 x 0/ 4 x 1)
- Atlético-MG x América-RJ (1 x 1/ 2 x 1)
- Avaí-SC x Villa Nova-MG (0 x 0/ 3 x 2)
- Botafogo-RJ x Ceará-CE (2 x 1/ 2 x 0)
- Coritiba-PR x Ulbra-RR (2 x 2/ 1 x 0)
- Sport-PE x Ipatinga-MG (1 x 1/ 1 x 1 [2 x 4])
- Brasiliense-DF x Cruzeiro-MG (1 x 0/ 1 x 1)
- Atlético-PR x Atlético-GO (1 x 3/ 2 x 0)
- Bahia-BA x Fluminense-RJ (1 x 1/ 2 x 2)
- Corinthians-SP x Náutico-PE (2 x 2/ 0 x 2)
- Figueirense-SC x Gama-DF (4 x 2/ 2 x 1)
- Atlético-MG x Avaí-SC (2 x 0/ 1 x 0)
- Botafogo-RJ x Coritiba-PR (1 x 0/ 3 x 3)
- Ipatinga-MG x Brasiliense-DF (2 x 2/ 0 x 1): depois de um grande resultado em Brasília, ninguém esperava que o Ipatinga fosse amarelar em casa;
- Atlético-PR x Fluminense-RJ (1 x 1/ 0 x 1): a trajetória no campeonato credenciava o Atlético a passar, mas quando não perdeu fora, perdeu em casa e caiu fora;
- Figueirense-SC x Náutico-PE (2 x 2/ 1 x 0): o mesmo fator trajetória para o Náutico (com direito a Corinthians), mas acabou perdendo para os catarinenses;
- Botafogo-RJ x Atlético-MG (0 x 0/ 2 x 1): grande resultado para o Botafogo, aclamado como o time que joga mais bonito no futebol brasileiro. Ressalvas quanto ao pênalti não marcado para o Atlético, já nos acréscimos.
- Brasiliense-DF x Fluminense-RJ: a chegada de Renato Gaúcho ao time parece ter dado mais ânimo ao tricolor. Mas o time da capital demonstrou força no campeonato ao eliminar, por exemplo, o Cruzeiro;
- Botafogo-RJ x Figueirense-SC: o Botafogo é favorito, desde já, inclusive ao título. Mas ainda precisa arrumar a defesa.
quinta-feira, maio 10, 2007
Grêmio 2 x 0 São Paulo - Libertadores da América - oitavas-de-final/ segundo jogo
No duelo de tricolores, se deu melhor o gaúcho.
Muricy Ramalho insistiu nos mesmos erros, escalou para começar a partida o mesmo time da semana passada. Aquele que não garantiu a classificação no Morumbi.
Havia a possibilidade de usar o time treinado na segunda-feira, mas não o fez. Quando substituiu, usou uma formação que não havia treinado.
Um acúmulo de erros que começou na primeira partida contra o Audax, na estréia, e culminou na eliminação de ontem. Ainda assim, o São Paulo quase marcou no último lance. O que apenas ia mascarar os erros.
De novo: acorda Muricy!
Muricy Ramalho insistiu nos mesmos erros, escalou para começar a partida o mesmo time da semana passada. Aquele que não garantiu a classificação no Morumbi.
Havia a possibilidade de usar o time treinado na segunda-feira, mas não o fez. Quando substituiu, usou uma formação que não havia treinado.
Um acúmulo de erros que começou na primeira partida contra o Audax, na estréia, e culminou na eliminação de ontem. Ainda assim, o São Paulo quase marcou no último lance. O que apenas ia mascarar os erros.
De novo: acorda Muricy!
terça-feira, maio 08, 2007
A política de resultado e os técnicos incoerentes
O futebol, principalmente o brasileiro, é engraçado.
Na maioria das vezes, os clubes não se preocupam com planejamento e o resultado é primordial. Ano passado, com a vaca a caminho do brejo, o São Caetano contratou Dorval Junior. A diretoria do Azulão não atrelou sua permanencia no comando do time à permanencia do time na primeira divisão.
A intenção era montar um bom time para fazer uma boa campanha na Série B e retornar para a Série A. O planejamento deu certo e o São Caetano chegou ao vice-campeonato paulista, para um promissor campeonato Brasileiro.
Acontece que Dorival Junior chamou a atenção dos rivais Atlético e Cruzeiro. Os dois times, principalmente o Atlético, também tinham começado o ano pensando em planejamento. Mas Paulo Autuori não foi bem e Levir Culpi abandonou o Atlético para ganhar mais no Japão.
Então, o São Caetano não teve como competir com o Cruzeiro e perdeu seu técnico. Pior que isso, o São Caetano também não está conseguindo segurar os jogadores (mas isso é outra história).
O que mais me incomoda foi a postura de Dorival. Afinal, quem mais reclama ser vítima da política de resultados, são os próprios técnicos, todos eles, com poucas exceções. Dorival trocou a provável estabilidade no ABC, para tentar arrumar a Toca da Raposa em três dias, até a estréia no Brasileirão.
Recado para o Dorival: se acabar vítima da política de resultados, não vale reclamar depois!
Na maioria das vezes, os clubes não se preocupam com planejamento e o resultado é primordial. Ano passado, com a vaca a caminho do brejo, o São Caetano contratou Dorval Junior. A diretoria do Azulão não atrelou sua permanencia no comando do time à permanencia do time na primeira divisão.
A intenção era montar um bom time para fazer uma boa campanha na Série B e retornar para a Série A. O planejamento deu certo e o São Caetano chegou ao vice-campeonato paulista, para um promissor campeonato Brasileiro.
Acontece que Dorival Junior chamou a atenção dos rivais Atlético e Cruzeiro. Os dois times, principalmente o Atlético, também tinham começado o ano pensando em planejamento. Mas Paulo Autuori não foi bem e Levir Culpi abandonou o Atlético para ganhar mais no Japão.
Então, o São Caetano não teve como competir com o Cruzeiro e perdeu seu técnico. Pior que isso, o São Caetano também não está conseguindo segurar os jogadores (mas isso é outra história).
O que mais me incomoda foi a postura de Dorival. Afinal, quem mais reclama ser vítima da política de resultados, são os próprios técnicos, todos eles, com poucas exceções. Dorival trocou a provável estabilidade no ABC, para tentar arrumar a Toca da Raposa em três dias, até a estréia no Brasileirão.
Recado para o Dorival: se acabar vítima da política de resultados, não vale reclamar depois!
sexta-feira, maio 04, 2007
São Paulo 1 x 0 Grêmio - Libertadores da América - oitavas-de-final/ primeiro jogo
O São Paulo venceu o Grêmio por 1 a 0 no Morumbi. Tem agora a vantagem de poder empatar e não ter levado gol em casa. Venceu mas ainda precisa convencer.
Muricy repetiu a escalação do jogo contra o Audax. Ou seja, com Souza e Leandro. O segundo, mais justificável, porque o substituto natural, Dagoberto, não está fisicamente preparado para um jogo inteiro. O primeiro não anda justificando nada.
O primeiro tempo foi péssimo.
No segundo tempo, já com Dagoberto, melhorou. Tanto que ele fez a jogada e o passe para o gol de Miranda, além do gol anulado que até agora não sei se estava impedido ou não. E diz a lenda que Muricy só colocou Dagoberto porque Vagner Tardelli, o árbitro, prometeu cartão vermelho para Leandro.
E foi a única substituição correta no São Paulo. Muricy ainda colocou Marcel no lugar de Aloísio e André Dias no lugar de Ilsinho. Tá certo que a saída de Aloísio não mudou o esquema do time, mas a entrada de André Dias, claramente, foi recuar e garantir o 1 a 0, quando o ideal seria marcar mais. Até porque o Grêmio não ameçava a esse ponto.
Ilsinho também não anda bem, mas ainda faz algumas boas jogadas. Continua precisando se posicionar melhor na defesa e voltar a ser brilhante no ataque. Hugo, que também não anda brilhante, pelo menos é esforçado, voluntarioso. Richarlyson foi melhor no jogo contra o Audax, mas continua fazendo bem seu papel.
O maior problema, na minha opinião, é Souza (a presença) e Jorge Wagner (a ausência). É inadimissível que essa situação não seja invertida. Souza se acomodou com a posição garantida e a inércia de Muricy. Isso porque quando joga, Jorge Wagner muda (para melhor) o ritmo do time.
Acorda, Muricy!
Muricy repetiu a escalação do jogo contra o Audax. Ou seja, com Souza e Leandro. O segundo, mais justificável, porque o substituto natural, Dagoberto, não está fisicamente preparado para um jogo inteiro. O primeiro não anda justificando nada.
O primeiro tempo foi péssimo.
No segundo tempo, já com Dagoberto, melhorou. Tanto que ele fez a jogada e o passe para o gol de Miranda, além do gol anulado que até agora não sei se estava impedido ou não. E diz a lenda que Muricy só colocou Dagoberto porque Vagner Tardelli, o árbitro, prometeu cartão vermelho para Leandro.
E foi a única substituição correta no São Paulo. Muricy ainda colocou Marcel no lugar de Aloísio e André Dias no lugar de Ilsinho. Tá certo que a saída de Aloísio não mudou o esquema do time, mas a entrada de André Dias, claramente, foi recuar e garantir o 1 a 0, quando o ideal seria marcar mais. Até porque o Grêmio não ameçava a esse ponto.
Ilsinho também não anda bem, mas ainda faz algumas boas jogadas. Continua precisando se posicionar melhor na defesa e voltar a ser brilhante no ataque. Hugo, que também não anda brilhante, pelo menos é esforçado, voluntarioso. Richarlyson foi melhor no jogo contra o Audax, mas continua fazendo bem seu papel.
O maior problema, na minha opinião, é Souza (a presença) e Jorge Wagner (a ausência). É inadimissível que essa situação não seja invertida. Souza se acomodou com a posição garantida e a inércia de Muricy. Isso porque quando joga, Jorge Wagner muda (para melhor) o ritmo do time.
Acorda, Muricy!
quarta-feira, maio 02, 2007
Rafael Nadal 2 x 1 Roger Federer - Batalha das Superfícies
O espanhol Rafael Nadal, lider da Corrida dos Campeões e especialista no saibro, venceu o suíço Roger Federer, líder do ranking de entradas e imbatível na grama, por dois sets a um (parciais de 7/5, 4/6 e 7/6), em Mallorca, na Espanha.Veja a foto ao lado: ela não está errada, não é uma montagem, não é uma ilusão de ótica, nem mesmo uma imagem holográfica, você não está bêbado. De um lado (acima, onde está Federer) a quadra é como se fosse Roland Garros. Do outro (abaixo, onde está Nadal), como se fosse Wimbledon. Por isso, Batalha das Superfícies.
Não farei muitos comentários sobre o jogo e os jogadores, tanto porque não sou lá muito entendedor de tênis, quanto porque não assisti ao jogo atentamente. O que percebi foi um jogo equilibrado, inclusive com o jogo sendo decidido no tie brake, depois de diversos match points salvos.
O negócio é que não me lembro jamais de um evento esportivo tão inusitado. Lembro de que há dez anos, inventaram uma prova de 150 metros rasos para saber quem era o homem mais rápido do mundo, colocando lado a lado o canadense Donovan Bailey e o americano Michael Johnson, naquele época, respectivamente recordistas mundiais dos 100 e 200 metros rasos.
Como na batalha das superfícies de hoje, 150 metros rasos não é uma distância oficial no atletismo profissional. No fim das contas, Bailey venceu e já liderava a prova quando Johnson teve uma câimbra e abandonou.
Nadal e Federer fizeram um jogo inteiro, que durou muito mais do que normalmente demora um jogo de três sets. Não à toa, afinal, a cada dois games, na troca de lado, os dois se sentavam e trocavam de tênis.
Jogar numa quadra dessas deve dar um nó na cabeça dos atletas. Afinal, se você está na grama, seu pé desliza, a bola desliza ao quicar, pega velocidade e chega mais baixa. No saibro, o pé adere à quadra, a bola perde velocidade ao quicar e chega mais alta. Um gênio quem inventou isso.
domingo, abril 29, 2007
Portuguesa 1 x 0 Bandeirante - Campeonato Paulista A-2 - segunda fase - última rodada
No segundo semestre tem Copa FPF, mas não tão cedo eu teria outra chance de ver o Bandeirante. Isso porque a Portuguesa já havia se garantido como campeã do grupo e se classificado para a final.
A esperança era ver o Bandeirante na primeira divisão e, quem sabe, até mesmo na Série C do Brasileiro ano que vem. Mas o BEC perdeu o jogo e a chance de se promover. Na verdade, o Bandeirante perdeu duas chances bem melhores para se classificar em outras oportunidades:
- Um ponto a mais na primeira fase teriam colocado o time no outro grupo da segunda fase, bem mais fácil. Ao invés de enfrentar Portuguesa, Guarani e São José, o grupo teria União São João, Rio Preto e Mirassol.
- Além disso, uma vitória na quinta rodada, contra o Guarani, em Birigüi, facilitaria tudo. Teria deixado o Bandeirante com 7 pontos, o Guarani eliminado e o São José com a obrigação de vencer em campinas.
A torcida do Bandeirante também decepcionou. Em nenhum momento a bateria parou de tocar, mas parecia bateria de jogos universitários (o futebol profissional muitas vezes anda se igualando ao amador, né?). Além disso, quase não gritava. Quando fazia era "Leão, e ô". A tradicional marchinha, que tantas vezes me proporcionou piadas futebolísticas no meio de festas, não foi cantada uma vez sequer.
Também foi meu primeiro jogo no Canindé, o que me deu chances de saber como são os jogos de mais um time pequeno. O comportamento da Leões da Fabulosa é no mínimo estranho. Eles preferem infernizar o goleiro adversário - coisa que a torcida do Juventus também faz, inclusive com o mesmo grito, mas só durante um tempo - ao invés de ver de perto o próprio time atacando. Exemplo disso foram as duas migrações, uma no começo de cada tempo, com o objetivo de ficar atrás do gol do Bandeirante.
A parte mais engraçada, no entanto, foi outra. Ainda no primeiro tempo os alto-falantes anunciam o primeiro gol do São Caetano no Morumbi. Festa em toda a arquibancada, inclusive no setor do Bandeirante. Logo em seguida os alto-falantes anunciaram o placar do campeonato português (até aqui, nada mais justo). E então:
"Benfica zero, Sporting um".
Um único grito de comemoração.
PS.: isto é o meu blog e eu não tenho a menor obrigação de ser imparcial, torço mesmo, mas ainda assim acabo sendo. Em compensação, todo o resto da imprensa deveria ser, mas não é. Concordo que todos fiquem um pouco tristes quando times tradicionais como Portuguesa e Guarani perdem seu status, inclusive eu. Até em relação ao que escrevi um pouco acima, sobre a composição dos grupos para esta fase. Todos os times que eu preferia que subissem estavam no mesmo grupo. Gostaria que o Nacional subisse ao invés de cair novamente. Mas este ano ficou claro que a imprensa queria que Portuguesa e Guarani, acima de quaisquer outros times, voltassem à primeira divisão. Pura falta de respeito com os outros times e, principalmente, profissionalismo.
O futebol e seus descendentes
Parece que o futebol nunca vai parar de ganhar variações, além do tradicional onze-contra-onze.
(Não vou nem falar sobre as variações mundo afora [que segundo a Wikipedia, apenas entre as variações do futebol "association", são 12], só o que vejo por aqui.)
A mais bem sucedida delas, é o futsal, que foi inclusive reconhecido pela FIFA e faz parte do calendário mundial. Outra modalidade bem sucedida é o futebol de areia. Tão bem, que inicialmente era jogado por veteranos, hoje nem tanto. A seleção brasileira, por exemplo, teve uma convocação que deixou de fora alguns medalhões no último mundial. Deve ter sido o trauma de não ter vencido o penúltimo.
O mais novo formato de sucesso é o "showbol", que teria um quê muito mais profissional se fosse chamado de futebol-arena (ou algo assim). Também anda sendo disputado por veteranos e não-tão-veteranos. O grande exemplo foi (atenção, foi) Maradona. O mais novo torneio criado é o Rio-São Paulo. Tudo isso com direito a transmissão ao vivo, na TV aberta e à cabo.
Nas regras, são poucas as diferenças em relação ao society, jogado em qualquer canto da cidade (a minha, São Paulo) em quadras de grama sintética. Chegou a ter algumas transmissões na TV à cabo, mas os times não são populares. Já o Rio-São Paulo conseguiu reunir os grandes clubes do eixo. Essa é a grande diferença: marketing.
Como eu já disse, Maradona jogava a modalidade. Nenhum garoto-propaganda poderia ter sido melhor. Além disso, a difusão foi toda planejada pela emissora mexicana Televisa, que registrou o formato, como se fosse um programa qualquer.
Por isso, não acho que vingue como variação do futebol. O futsal surgiu espontâneamente. O que dizer do futebol de areia então? Quem nunca jogou uma pelada na praia? Até mesmo o society, o qual a demanda de pessoas querendo fazer o joguinho semanal com os amigos fez as quadras se proliferarem. Faz tempo que não visito uma dessas. Vai ver que os jogadores de society passaram a jogar no estilo arena. Caso contrário, é isso que falta ao showbol: legitimidade.
(Não vou nem falar sobre as variações mundo afora [que segundo a Wikipedia, apenas entre as variações do futebol "association", são 12], só o que vejo por aqui.)
A mais bem sucedida delas, é o futsal, que foi inclusive reconhecido pela FIFA e faz parte do calendário mundial. Outra modalidade bem sucedida é o futebol de areia. Tão bem, que inicialmente era jogado por veteranos, hoje nem tanto. A seleção brasileira, por exemplo, teve uma convocação que deixou de fora alguns medalhões no último mundial. Deve ter sido o trauma de não ter vencido o penúltimo.
O mais novo formato de sucesso é o "showbol", que teria um quê muito mais profissional se fosse chamado de futebol-arena (ou algo assim). Também anda sendo disputado por veteranos e não-tão-veteranos. O grande exemplo foi (atenção, foi) Maradona. O mais novo torneio criado é o Rio-São Paulo. Tudo isso com direito a transmissão ao vivo, na TV aberta e à cabo.
Nas regras, são poucas as diferenças em relação ao society, jogado em qualquer canto da cidade (a minha, São Paulo) em quadras de grama sintética. Chegou a ter algumas transmissões na TV à cabo, mas os times não são populares. Já o Rio-São Paulo conseguiu reunir os grandes clubes do eixo. Essa é a grande diferença: marketing.
Como eu já disse, Maradona jogava a modalidade. Nenhum garoto-propaganda poderia ter sido melhor. Além disso, a difusão foi toda planejada pela emissora mexicana Televisa, que registrou o formato, como se fosse um programa qualquer.
Por isso, não acho que vingue como variação do futebol. O futsal surgiu espontâneamente. O que dizer do futebol de areia então? Quem nunca jogou uma pelada na praia? Até mesmo o society, o qual a demanda de pessoas querendo fazer o joguinho semanal com os amigos fez as quadras se proliferarem. Faz tempo que não visito uma dessas. Vai ver que os jogadores de society passaram a jogar no estilo arena. Caso contrário, é isso que falta ao showbol: legitimidade.
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